Por: Fala, Zanfra!
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Como evitar a gravidez

06/05/2019

1 – Pular para trás sete vezes e espirrar imediatamente...

2 – Cortar os testículos de um furão, envolvê-los em pele de ganso e usar como amuleto...

Se o estimado leitor estiver esperando um item 3, com sugestões como pular sete ondas ou escrever o nome de três pretendentes em pedaços de papel e jogá-los na fogueira em festa de Santo Antônio, desista. Os dois itens acima não são simpatias para atrair boa sorte, casamento, saúde ou fortuna.

São métodos para evitar a gravidez indesejada. São formas contraceptivas tão antigas que, aparentemente, eram usadas desde que a Humanidade descobriu que o sexo servia a outras atividades que não a procriação.

Se os casais hoje reclamam dos inconvenientes da pílula, da camisinha e do diafragma, imaginem como se sentiriam se fossem obrigados a optar por um dos seis métodos a seguir, descritos em matéria da BBC:

Um – No antigo Egito, havia um método contraceptivo que aparentemente era mais eficaz para afugentar parceiros sexuais do que para evitar a fecundação. Consistia em introduzir na vagina uma pasta feita com a mistura de cocô de crocodilo e leite azedo e, com ela, criar uma barreira ácida para impedir a passagem dos espermatozoides. Isso se algum corajoso ousasse despejar seu fluido vital naquela fedentina!

Dois – Na Europa, no final do século 18 e início do 19, o pessário vaginal – espécie de tampão feito de borracha, metal ou osso – era instalado no colo do útero da mulher por até quatro meses, para evitar que embriões se instalassem no ‘berço’ uterino. Eram dolorosos e provocavam infecções e, por isso, o próprio organismo os expulsava com frequência.

Três – Embora pareça uma simpatia, a ideia de pular sete vezes para trás e espirrar imediatamente após o coito para evitar a gravidez era recomendação de um ginecologista grego, Soranus, às mulheres no século 2. Ele não explicava como elas deveriam provocar os espirros, mas a finalidade deles – associados aos pulinhos para trás – era expulsar o sêmen que havia sido recentemente depositado no corpo da mulher.

Quatro – Como o látex não havia ainda sido inventado, as camisinhas utilizadas pelos soldados do rei Carlos I durante a Revolução Inglesa (entre 1642 e 1688) eram confeccionadas a partir de intestinos de peixes e ovelhas. A finalidade maior era evitar as doenças sexualmente transmissíveis, mas é claro que também preveniam a gravidez. Eram amarradas com corda na base do pênis e, depois de usadas, cuidadosamente lavadas, para nova utilização.

Cinco – Na China do século 7, a recomendação médica era fritar mercúrio em óleo quente e ingerir a solução com o estômago vazio. A poção não só evitou a gravidez como provocou a esterilidade e muitos casos de morte agonizante.

Seis – A ideia do amuleto feito de testículos de furão envolvidos em pele de ganso vem da Idade Média, na Europa. A Trótula, uma guia médica do século 12, achava que confiar na sorte era mais eficaz do que calcular os períodos férteis da mulher.

Sete – Este é por minha conta: suco de laranja. Nem antes nem depois. Em vez de.

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