Por: Fala, Zanfra!
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Nós, os passageiros

27/02/2017

Nunca experimentei para ver se é verdade, mas dizem que a água corre em sentidos opostos em cada um dos hemisférios da Terra. Se você estiver no hemisfério sul e lançar um balde de água dentro de uma pia, por exemplo, a água vai escorrer pelo ralo girando num sentido; o oposto se o ralo estiver no hemisfério norte.

Já vivi um tempinho acima do Equador, mas não tive a preocupação de confirmar ou não essa ‘informação científica’. O que tive tempo de fazer quando vivi quase dois anos no Japão foi formular outra teoria: a de que a força da gravidade é maior no hemisfério norte.

Só isso para explicar os dois tombos bestas que levei enquanto habitava território nipônico. Hoje, vinte anos depois, aqui no hemisfério sul eu teria recuperado o equilíbrio e permanecido em pé antes de me estatelar. Lá, passei vergonha.

E aí comecei a questionar: será que a lei da gravidade é menos respeitada, como as leis em geral, no hemisfério sul? Será que, no Japão, você não tem direito à defesa e ao contraditório: tropeçou, a lei manda que você caia? Será que no hemisfério sul até a lei da gravidade entrou no rol das normas em que grassa a impunidade?

Pensei nessas particularidades que diferenciam a Terra do resto do universo por causa desses novos planetas recém-descobertos e que poderiam abrigar a vida terrestre. Como as temperaturas neles variam de zero a cem graus, é bem possível que pelo menos um entre os sete seja uma Terra substituta, com água em estado líquido – quem sabe até oceanos e umas praias como as de Floripa – e possa servir de moradia aos habitantes terráqueos, quando acabarmos de destruir o lugar onde moramos hoje.

Apesar da longa viagem – levaríamos 90 mil anos para chegar – já começo a me preocupar para que lado a água corre e se estarei mais ou menos propenso a tombos bestas em nosso novo planeta.

Por falar em distância, o que seriam 90 mil anos de viagem? Quem assistiu ao filme ‘Passengers’ já ficou espantado com os 120 anos que a nave Avalon demoraria para levar os cinco mil passageiros – em estado de hibernação – ao planeta Homestead II. O que dizer de um ‘passeio’ 750 vezes mais longo? Como transportar seres humanos por tamanha distância?

Em ‘Passengers’, os ditos cujos ficam com a vida em suspensão enquanto a nave viaja por conta própria. Nada poderia dar errado. Mas deu. E um primeiro passageiro acordou 90 anos antes do tempo. Mas, se não tivesse acordado, a nave não chegaria ao destino. (E fim de papo porque o resto é spoiler)

Se numa viagem de apenas 120 anos deu essa quizumba toda, imagine numa que se arrastaria por 90 mil anos!

Nem me convidem, pois! Além do risco de problemas, não suporto viagem que tenha duração maior do que uma hora! 

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