Por: Conexão BrasILHA
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Oito em cada dez inadimplentes conseguem renegociar dívidas

Negócios - 16/09/2013

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Quando a dívida já não cabe mais no bolso e as chances de pagá-la ficam cada vez mais distantes, ainda resta uma alternativa que na prática tem mostrado bons resultados: encarar o gerente e fazer um acordo com o banco. É exatamente o que mostra uma pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) ao revelar que 84% inadimplentes conseguem quitar as dívidas renegociando o valor.

O estudo foi realizado com o objetivo de traçar o perfil e os hábitos de consumidores adimplentes e inadimplentes no Brasil. Para isso foram ouvidas 1.238 pessoas de todas as 27 capitais brasileiras entre os dias 24 de julho e 1º de agosto.

Os números mostram uma mudança clara de comportamento na maneira como os bancos brasileiros passaram a se relacionar com os próprios clientes, sobretudo os de menor poder aquisitivo. Se antes a relação era inflexível, agora as instituições financeiras parecem querer ouvir propostas e renegociar, independentemente do perfil do correntista.

A pesquisa aponta que o percentual de consumidores das classes C, D e E que conseguiram chegar a um acordo com o banco é 6% maior do que consumidores das classes A e B. “A portabilidade das dívidas, implementada no Brasil em abril do ano passado, incentivou o consumidor a transferir os débitos de um banco para o outro em busca de juros menores. Para contornar a concorrência, os bancos estreitaram a relação com os cl! ientes e desburocratizaram a negociação”, explica o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o catarinense Roque Pellizzaro Junior (foto).

Segundo os economistas do SPC Brasil, ao propor um acordo com a instituição credora, é possível conseguir bons resultados como reduzir o tamanho das prestações, obter juros menores e prazos mais alongados.Se a intenção do consumidor for pagar a vista, é possível até pedir um desconto no valor total da dívida.

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Conexão BrasILHA Por Simone Kafruni, de Brasília – A coluna é uma análise sobre o impacto das decisões nacionais na Grande Florianópolis, com foco nos fatos locais que movimentam a economia da região. – Simone Kafruni atuou por 15 anos em Santa Catarina como jornalista especializada em Economia, o que lhe rendeu diversos prêmios regionais e nacionais, entre eles, o Prêmio Esso Regional Sul. Trabalhou nas redações do Correio do Povo, Jornal do Comércio e Diário Catarinense. Hoje, na Capital Federal, segue atenta às novidades e aos fatos econômicos que transitam entre a Grande Florianópolis e o Planalto Central. – Produção: Angela Cristina Martins (conexaobrasilha@gmail.com)

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