Por: Fala, Zanfra!
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Ora, quem precisa de estômago?

11/03/2019

Tem gente que chuta o balde!

Na hora de tomar uma decisão, nada de paliativos ou meias medidas! Já que é para resolver, que seja em definitivo! Nada de espaço para arrependimentos ou para riscos de insucesso! Se é para fazer, que fique bem claro!

Esse tipo de comportamento começou com Angelina Jolie. Os queridos leitores se lembram quando, há coisa de seis ou sete anos, a atriz resolveu reduzir radicalmente o risco de ter um câncer de mama e, para isso, trocou de uma só vez suas memoráveis glândulas mamárias por duas próteses de silicone?

Pelo que ela explicou, na época, sua mãe – que havia contraído o câncer – possuía uma disposição genética para isso. E essa disposição genética fora transmitida à filha, o que lhe dava a triste dianteira numa eventual corrida em direção a um tumor maligno. Para eliminar essa discutível dianteira, ela achou melhor trocar sua massa biológica por algo sintético. Pois, como todos sabemos, o silicone não é vulnerável ao câncer.

O que Angelina fez, em outras palavras, foi proteger sua obra de arte. Foi mais ou menos como substituir o quadro da Mona Lisa por uma cópia, para evitar que uma inundação no Museu do Louvre, por exemplo, a inutilizasse.

Pois foi um caso parecido com o da atriz – a disposição genética – que levou três irmãos britânicos a substituírem seus estômagos por material inorgânico. Depois de perderem a mãe e uma irmã, que morreram em decorrência de um câncer no estômago, eles descobriram que também eram portadores do gene cancerígeno e resolveram livrar-se do risco.

Tahir, de 44 anos, Sophia, de 39, e Omar, de 27, foram submetidos a cirurgia depois de passarem por uma bateria de exames no Hospital Addenbrooke, da Universidade de Cambridge. A partir dessa gastrectomia, a comida que eles ingerem é destinada a uma pequena bolsa, que conecta o esôfago ao intestino.

"Eu não tenho nada, além de coisas positivas a dizer sobre isso. Ainda posso comer e fazer tudo, a única questão é controlar meu peso e minhas deficiências de vitamina, mas em comparação com ter câncer de estômago e poucos anos de vida, não posso reclamar", disse Sophia.

"Ainda posso comer o que eu quiser - hambúrgueres, bifes - a única coisa que sinto é cansaço e suor frio, mas ainda estou respirando e sou muito grato por isso", completou Omar.

As informações divulgadas pela imprensa não dizem, mas supõe-se que a bolsa substituta do estômago seja interna, e não do lado de fora do corpo, como nos casos de colostomia.

Se bem que, se fosse externa, eles teriam a vantagem extra de poder eliminar do organismo algo que comessem e não gostassem...

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