Por: Mascote
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Qual a diferença entre a vacina ética (importada) e a nacional?

Animais - 24/06/2013

  Sim! As vacinas possuem grandes diferenças no que se diz respeito à qualidade. É triste dizer, mas vacinas nacionais não fornecem grande proteção aos nossos amiguinhos peludos como as vacinas importadas.
   

     A diferença entre a chamada vacina ética (importada) e a vacina nacional é a quantidade de anticorpos produzidos por cada vacina após a imunização do animalzinho. As vacinas de laboratórios nacionais não são consideradas boas porque podem produzir uma quantidade de anticorpos não suficiente para imunização de cães e gatos, já a vacina “ética” é importada e comprovadamente adequada para a imunização destes. As vacinas importadas são comprovadamente melhores que as nacionais sendo verificado através de inúmeros relatos clínicos e práticos. Após a vacinação com o produto nacional houve o retorno de animais, apresentando as doenças as quais deveriam estarem imunizados; o que não ocorre com a vacina importada, comprovando assim sua eficácia.

     Outro fator que diferem é as condições em que ocorrem a venda e aplicação da vacina. A nacional não é considerada uma vacina ética, pois é vendida sem restrições em agropecuárias, aviários ou em qualquer estabelecimento animal, onde muitas vezes são conservadas de maneira incorreta já perdendo aí sua eficácia, eonde o cliente compra, e as leva para casa em uma sacolinha plástica com gelos sem a mínima condição de conservação; muitas vezes são aplicadas pelo próprio balconista que não tem formação alguma. Não examina o animalzinho, nem pergunta como ele esta, se esta se alimentando, se tomou vermífugo, se tem vermes, qual sua temperatura, etc: que é o mínimo de um exame físico indispensável em uma consulta veterinária.

     Para os balconistas não há interesse em explicar a diferença entre as duas vacinas, visto que a importada somente pode ser adquirida por médicos veterinários; e estes após a aplicação carimbam e assinam a carteira de vacinação, como responsáveis pela imunização.

     Já a vacina importada somente é administrada por médicos veterinários, que são as únicas pessoas capacitadas para averiguar a saúde do seu animalzinho. Somente após a consulta com o exame clínico que é feita a vacinação. Se o seu mascote apresentar-se adoentado, com febre, diarréia ou com uma simples gripe, não é feita a vacina, para não comprometer ainda mais a saúde do animal. Faz-se o tratamento adequado e posteriormente a vacinação, garantido assim a sua eficiência.

     Quando o paciente recebe a primeira vacina, não será em um ou dois dias que ele estará protegido contra as respectivas doenças contidas na vacina. O organismo do animalzinho vacinado começará a produzir anticorpos contra estas doenças, após 15 a 21 dias da aplicação, o que coincide com o primeiro reforço que pode ser dado 21 a 30 dias após a primeira dose.

     Somente após 15 dias da terceira dose, é que o animal terá quantidade de anticorpos  suficientes para fazer a diferença entre estar saudável ou desenvolver alguma doença infecto-contagiosa.

     O aproveitamento da qualidade envolvida na imunização, está ligado diretamente na condição física e nutricional do filhote, sendo assim somente o médico veterinário tem condições de avaliar adequadamente o animalzinho. Todo reforço da vacina, é obrigatório realizar uma nova avaliação clínica, para que possa realmente conferir a imunização (proteção) ao seu animal de estimação.

     O reforço é necessário na primovacinação (primeira vez que faz a vacina), pois o organismo do seu mascote necessita ser sensibilizado para promover a proteção adequada. Respeite o "prazo" estipulado pelo veterinário, assim como o protocolo; este pode variar de acordo com a região e os surtos de doenças existentes nestas.

    Além da vacina contra raiva, todo ano os cães devem tomar 1 dose da vacina V8 ou V10, e os gatos 1 dose da vacina tríplice. Para os cães tem ainda a vacina contra pneumonia ou gripe canina e contra Giárdia, que são opcionais.

    Desse modo, alguns fatores como: tecnologia da vacina, acondicionamento, transporte, forma de manipulação, temperatura e avaliação clínica prévia fazem a diferença entre vacinar e imunizar um animal, fazem a diferença entre vida e morte.

    Agora que você já sabe, não vacine seu animalzinho com qualquer pessoa, você pode estar deixando de salvar a vida dele ou pior, pode ter uma surpresa desagradável poucos dias após realizar esta “vacina”!

 

Fonte: amigosdepatas.vet.br

 

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Autora: Paula Jabur O blog Mascote trata dos mais variados assuntos sobre animais de estimação: notícias, entrevistas, fotos, dicas, comportamento, saúde, adestramento, adoção, doação e muito mais! Protetora de animais, Paula resolveu ter o primeiro cãozinho em 2010 e, desde então, essa paixão só aumenta. Logo de cara, enxergou a necessidade de lutar pelos bichinhos!! Hoje ela abriga mais de 50 animais resgatados que viveram situação de maus tratos e abandono.

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