Por: Tiago Buss
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Saindo do aluguel!

18/09/2013

Um dos maiores sonhos dos brasileiros é, sem dúvida, ter a famosa casa própria. O sonho de ter seu imóvel, poder reformar da forma como quiser, poder entrar em casa, respirar fundo e pensar: “eu construí isso aqui através dos frutos do meu suor e do meu trabalho duro!”.

Pagar aluguel é uma das contas mais doídas do mês, é talvez a maior conta de todas, sendo que o dinheiro se vai todo para a mão do proprietário do imóvel. Muitos chegam a dizer que é o dinheiro mais perdido que existe! (Particularmente eu considero que isso seja um pouco de exagero).

E realmente ter estabilidade, ter sua própria casa, e estar poupando dinheiro ao comprar um imóvel, mesmo que financiado, e ele ainda valorizando, muitas vezes é um grande negócio. Tão grande este negócio, que a construção civil, assim como os automóveis, vem se mostrando ótimos alicerces da economia brasileira dos últimos anos. No mercado, há créditos imobiliários como nunca se viu em lugar nenhum do mundo antes (ou será que houve?).

Eu fiz uma simulação on-line de um financiamento para verificar as condições atuais. Seguem os resultados:

  • Tipo do Imóvel: Novo;
  • Padrão: Médio;
  • Valor do imóvel: R$ 300.000,00;
  • Valor de Financiamento: R$ 210.568,99;
  • Entrada (29,81%): R$ 89.431,01;
  • Prestações: 420 (é isso mesmo! 35 anos!);
  • Valor total a ser pago: R$ 538.787,80;
  • Valor da Prestação: R$ 1.895,99 (primeira).

Motivador isso, não? Nunca esteve tão fácil ter a casa própria. É hora de aproveitar o “Minha Casa Minha Vida” (ou seria Minha Casa Minha Dívida?). Brincadeiras à parte, é importante levar em consideração diversos fatores ao se pensar em comprar um imóvel, tais como:

  • A valorização esperada deve ser maior do que o valor real pago, considerando os juros;
  • Levar em conta também a manutenção, que ao longo do tempo, tende a aumentar significativamente, afinal trata-se de um casamento de 35 anos;
  • Verificar se a prestação do financiamento não vai pesar significativamente na renda familiar, uma vez que o aluguel de um imóvel de mesmo padrão e valor representa em torno de 0,35% do valor do imóvel;
  • Deve-se considerar que o valor da entrada estaria no banco rendendo juros, ampliando assim, a renda e ajudando a pagar a diferença do aluguel.

É importante salientar que não há uma fórmula mágica para determinar se vale a pena ou não comprar um imóvel, mas devem sim, ser analisadas todas as oportunidades atuais e as perspectivas futuras. E o mais importante: não compre por que te ensinaram que o bom é ter uma casa própria, compre por que você sabe que é um bom negócio e que vai te render dinheiro. Se a melhor decisão for continuar no aluguel, por que não? Afinal, são muitos os fatores, além da emoção, para se tomar uma decisão de 35 anos.

Pense. Reflita. Faça o novo. Faça o diferente!

Ah, eu ia me esquecendo, alguém lembra de como se ocasionou a crise de 2008 dos EUA?

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Tiago Buss
Saber lidar com o dinheiro é desafiante: o consumismo intenso, compras, promoções, diversidade, lançamentos, acabam fazendo com que queiramos sempre mais e mais. Surgem, então, algumas perguntas: como não entrar ou sair do vermelho? Como ter mais coisas e menos peso na consciência? Como conquistar a casa e o carro dos sonhos? E a educação financeira dos meus filhos? Economista, consultor, empresário, facilitador de cursos de planejamento financeiro, Tiago Buss descreve com linguagem clara e objetiva assuntos do dia a dia, refletindo sobre como transformar problemas financeiros em soluções para o bem estar.

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