Por: A Vida Acontece em Gerúndio
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Senta que lá vem a históriammmzzz

10/10/2014

 

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Muita gente, leitores queridos, me perguntam: tá, mas depois do clique de querer mudar e daí? Senta que lá vem a história. Há algum tempo eu já me sentia esgotada com o que fazia no jornalismo. Para ajudar, enfrentei um chefe wild horse. A pressão no trabalho era tamanha que um belo dia (por coincidência Dia da Mulher), pela manhã, abro meu email e leio uma extensa mensagem. Endereçada a ênes gentes diferentes que não tinham nada a ver com a paçoca. Nela, ele desfiava um rosário de críticas a alguma coisa que ele acordou com o pé esquerdo, mulher dormiu de calça jeans e jogava um contra o outro e me destroçava naquelas mal traçadas linhas. Eu já engolia caladinha desaforos e não cumprimento de combinados há um bom tempo. A atitude era frequente. E por isso acho que o sapo estava entalado no esôfago. Foi ler aquilo e tive uma crise de pânico das bravas. Fui parar no atendimento médico da empresa e o médico me mandou pra emergência do hospital mais próximo. Passei três dias dopada. Quando voltei a mim e fui passar alguns dias em casa, em Curitiba, estava exausta e com sangue nos dentes. Queria processar e o cacetaquatro. Conversei com amigos e advogados, a ação era muito promissora, mas, no fim das contas, desisti. Eu não queria enfrentar mais nada parecido, ainda mais numa ação judicial que duraria um bom tempo, longos anos talvez. Não tive força emocional para tal. Queria só ficar longe daquilo tudo. Nesse momento eu poderia ter escolhido voltar para Curitiba. E não voltei. Já havia pesquisado sobre a possibilidade de tentar uma vaga no mestrado em Jornalismo na UFSC e queria tentar. Seria a saída perfeita. Voltar a estudar, poder pesquisar sobre as mudanças todas que a internet e as redes sociais estavam causando no jornalismo que eu conhecia bem até tudo começar a mudar numa velocidade danada. Conseguiria uma bolsa e pronto. Direcionaria minha vida pra academia, me manteria na profissão que curto e poderia voltar a dar aula, coisa que sempre gostei demais da conta. Me foquei no pré-projeto, estudei, li e curti. Mas, entre a inscrição, provas, entrevistas e resultado... me aparece um convite muito bacana para uma campanha política na cidade. Eu tinha quase certeza que não passaria no mestrado e assim aceitei o convite da campanha. O resultado da aprovação saiu semanas depois de já estar trabalhando. E isso foi o primeiro estágio concreto da minha mudança. Foi o início do caos.

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Sou uma jornalista quase quarentona e estou mudando minha vida depois de a ter bem estruturada, carreira a mil por hora, casa própria, cachorros e papagaio. O papagaio não é verdade. Mas já tive que cuidar de uma tartaruga – o que serve para o momento. Esse blog nada mais é que uma autoterapia e, talvez, quem esteja pensando em dar uma guinada de muitos graus consiga se divertir por meio dos meus relatos e opiniões pessoais. Ou não. O fato é que estou fazendo uma mudança de vida e resolvi estar escrevendo enquanto isso estiver acontecendo porque, apesar de não ser operadora de telemarketing, a vida acontece em gerúndio. Sempre e inevitavelmente.

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