Educação, Florianópolis, Geral, Política - 05 Dez 2017 11:53

Alesc teve protesto contra cortes em programas de formação de professores

Entidades protestam contra a retirada dos programas federais de bolsas de iniciação à docência
Por: Direto da Redação TSF
 
Alesc teve protesto contra cortes em programas de formação de professores (Foto: Divulgação)

Um grupo de estudantes, professores universitários e trabalhadores em educação lotou o Plenarinho da Asselbmeia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis, na manhã de segunda (4). Eles protestam contra a retirada dos programas federais de bolsas de iniciação à docência. A iniciativa engloba cerca de 5 mil instituições e 70 mil alunos de licenciatura no País. O grupo pediu apoio dos parlamentares catarinenses pela manutenção do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (Pibid e Pibid Diversidade), desenvolvido pelo governo federal. Segundo informações do Fórum de Coordenadores do Pibid de Santa Catarina (Forpibid-SC), entidade que solicitou a realização do evento, está em estudo no Ministério da Educação (MEC) a substituição do programa por uma iniciativa mais simples e que não levaria em consideração os anseios da comunidade escolar.

O Pibid, explicou o coordenador estadual do Forpibid-SC, Hamilton de Godoy Wielewicki, é mantido desde 2007 por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes), com a oferta de bolsas de estudo a alunos de licenciatura participantes de projetos de iniciação à docência em instituições de educação superior, com a parceria de escolas de educação básica da rede pública de ensino. Em todo o país, são cerca de 5 mil instituições participantes, englobando cerca de 70 mil estudantes.

A mudança em estudo pelo governo, disse, prevê a substituição do modelo por uma residência pedagógica, mais focada na substituição dos professores do que na formação profissional.

- O Pibid é acompanhado por professores das universidades e supervisores das escolas selecionados por edital, em processo de qualificação da formação docente. A nossa preocupação é que essa medida que está sendo proposta agora acabe funcionando como uma precarização dos professores que já trabalham de forma precarizada nas escolas, prejudicando, assim, a qualificação da formação que é o objetivo central do programa fique esvaziado -, disse.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio de moção aprovada em reunião da Câmara de Graduação no dia 25 de outubro, também já firmou posição pela manutenção do programa.

- Preocupados com a qualidade da formação dos professores, defendemos continuidade do Pibid, que tem grande aceitação no meio profissional e tem estimulado a iniciação à docência de estudantes licenciatura desde as etapas básicas do curso e envolvimento mais intenso professores nestas questões -, disse a coordenadora de Formação Continuada e Profissional da Educação da UFSC, Ruth da Silva.

O mesmo entendimento foi manifestado pela Secretaria de Estado da Educação (SED), por meio da gerente de Políticas e Programas de Educação Superior, Edir Seemund. Em Santa Catarina, aproximadamente 1,5 mil estudantes são beneficiados com as bolsas, em 16 instituições de ensino superior.

- O resultado da avaliação em seminários feita por professores é significativa, ressaltando a importância da manutenção do programa para a formação dos professores e estagiários -, disse.

Já a União Catarinense dos Estudantes (UCE) acredita que o Pibid contribui, ainda, para a permanência dos estudantes nas instituições de ensino superior.

- A gente tem que entender que, às vezes, são esses R$ 400 que mantêm o estudante na universidade, cuja mensalidade pode ser cara. É com o Pibid que em muitas oportunidades pago o meu passe de ônibus, almoço e também pago o meu xerox -, confidenciou o presidente da entidade, Lucene Magnus.

(Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação)

A representante dos bolsistas na UFSC, Caroline Schirmer Götz, aproveitou a oportunidade para apresentar uma série de propostas, que acabaram acatadas pelos demais participantes da audiência. Entre o encaminhamentos aprovados estão a solicitação da prorrogação do Edital 061/2013, que prevê a prorrogação do Pibid; o aumento dos valores repassados por meio das bolsas; a instituição de um vale-transporte para os bolsistas; e apoio ao Projeto de Lei 5.180/2016 de autoria do deputado federal Chico Lopes (PT-CE), que torna o PIBID política de Estado. Os presentes também firmaram posição contrária à Proposta de Emenda à Constituição 366/2017, que trata da cobrança de mensalidade nas universidades federais.

A presidente da Comissão de Educação da Assembleia, Luciane Carminatti (PT), afirmou que apresentará as propostas na audiência pública que será realizada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal nesta quinta-feira (7) também para tratar da manutenção do Pibid.

- Nós queremos que o próprio estudo que foi feito pelo MEC seja apresentado e que as mudanças, caso ocorram, respeitem as propostas de quem de fato está envolvido no setor. Devemos avaliar o que precisa ser mexido, mas sem permitir retrocessos nessa relação de teoria e prática -, disse a parlamentar.

Por Alexandre Back, da Agência Alesc


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