Eleições, Florianópolis, Geral, Grande Floripa, Tecnologia - 11 Nov 2020 16:56

Aplicativos ajudam eleitor a buscar informações e denunciar irregularidades

Assistente virtual da Justiça Eleitoral informa, por exemplo, o local de votação para o eleitor.
Por: Direto da Redação TSF
 
Aplicativos ajudam eleitor a buscar informações e denunciar irregularidades (Foto: divulgação)

Com a proximidade do primeiro turno das eleições municipais, que ocorrem neste domingo (15) em todo o Brasil, muitas pessoas se lembram de procurar o título de eleitor, saber se o local de votação não mudou ou, no caso deste ano, com a pandemia, buscar orientações para evitar a contaminação. Para responder essas e outras questões, a Justiça Eleitoral criou aplicativos que permitem ao cidadão agilidade na procura de informações, checagem de fatos contra a disseminação de fake news e até mesmo canais de denúncias de propaganda irregular. A Assembleia Legislativa, em seu papel de Casa do Povo, está ajudando na disseminação de informações úteis à população.

Entre os aplicativos estão o assistente virtual “Tira-Dúvidas no Whatsapp” e o Pardal. O assistente virtual é uma parceria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o WhatsApp. O canal automático do TSE traz diversos assuntos de interesse do eleitor, que vão desde informações sobre dia, horário e local de votação até dicas para mesários, além de respostas às perguntas mais recebidas pela Justiça Eleitoral. A interação é feita por meio de um chatbot, uma ferramenta automática que conversa com o usuário em linguagem natural.

Uma das informações mais importantes é a situação do título eleitoral e do local de votação.

- Ele só poderá votar se estiver com o título na situação regular -, explicou a coordenadora de Gestão do Cadastro Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC), Kris Nereid Ferreira Lima.

- Sobre a regularidade, basta informar o número do título. Para outras informações mais sensíveis, como o local de votação, o chatbot vai solicitar alguns dados extras -, completou.

(Foto: divulgação)(Foto: divulgação)

Combate à desinformação
Nos últimos anos, a disseminação de desinformação e de notícias falsas vem se agravando – principalmente nos períodos eleitorais. Para combater essa praga virtual, o TSE tem um programa sobre desinformação para orientar o eleitor a procurar fonte da informação, saber mais antes de repassar.

- Na dúvida, pode consultar o assistente virtual para verificar o que é, como proceder e o que não deve fazer, se tiver suspeita de que aquela notícia não é verdadeira ou tem dados sensíveis ou comprometedores -, explicou Kris Lima.

O chatbot, no entanto, não toma a decisão pela pessoa sobre o compartilhamento da informação.

- Ele encaminha o eleitor a algumas orientações básicas sobre o tema desinformação, mas cabe ao eleitor fazer juízo daquela notícia que ele está encaminhando. Na verdade, o que a gente quer é que o cidadão se conscientize de que ele também tem responsabilidade sobre tudo aquilo que ele dissemina. Na dúvida, tenta checar a origem -, ressaltou.

Ela aproveitou para convidar a população a acompanhar as redes sociais da Justiça Eleitoral catarinense.

- No Instagram do nosso TRE tem algumas questões de desinformação que a gente orienta e encaminha ao eleitor também. Então, seguir nossas redes sociais é uma boa pedida para o eleitor que quiser ter mais informações sobre as eleições -, completou.

No chatbot também é possível acessar o plano de segurança sanitária do TSE, se ele tiver alguma dúvida de como proceder no dia das eleições. Para conversar com o assistente virtual, basta adicionar o telefone +55 61 9637-1078 à lista de contatos, ou por meio do link wa.me/556196371078.

Propaganda irregular
O aplicativo Pardal é a ferramenta que o TSE criou para ser um canal de denúncias de propaganda eleitoral irregular. O funcionamento é muito simples: o eleitor identifica uma propaganda irregular, pelo aplicativo ele fotografa e envia à Justiça Eleitoral. Toda denúncia é encaminhada para o juiz eleitoral para análise – o aplicativo vai pedir para identificar o local e vai encaminhar ao juiz daquela localidade – e o cidadão pode monitorar o andamento do caso.

- O eleitor que utilizar o sistema Pardal pode acompanhar o tratamento daquela denúncia, se chegou ao juiz, qual foi a decisão. É uma forma de democratizar a participação do eleitor na propaganda e também conscientizar o candidato para que ele cumpra a norma e faça uma propaganda eleitoral limpa -, afirmou Kris Lima.

Entre as situações que podem ser denunciadas estão o registro de uma propaganda irregular, como a existência de um outdoor de candidato – o que é proibido pela legislação –, e propagandas em bens públicos ou de acesso ao público como escolas, igrejas, parques, lojas, restaurantes e bares.

Até a última semana, o Pardal já havia recebido 2.788 denúncias de propaganda eleitoral irregular ou ilegal em Santa Catarina, relativas ao período eleitoral de 2020. As três principais irregularidades acusadas pelos cidadãos catarinenses envolvem a utilização de placas, carros plotados e carros de som.

Vale ressaltar que o sistema é específico para propaganda irregular e não deve ser usado para denúncias de crimes eleitorais.

- No caso de denúncia de crimes, a gente orienta que o eleitor encaminhe ao Ministério Público de Santa Catarina, órgão responsável para o tratamento destas informações. Na dúvida, o eleitor pode acessar o site www.tre-sc.jus.br e consultar a cartilha de propaganda, que é mais sucinta, e o manual de propaganda eleitoral. Não só os eleitores, mas os candidatos podem se valer deste material para tirar dúvida e manter sua propaganda eleitoral -, destacou Kris Lima.


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