Esportes, Florianópolis, Manezinhos pelo Mundo, Verão - 05 Mar 2020 14:32

Campeão em Floripa, velejador André Fonseca enaltece força da Vela

Às vésperas das regatas de fevereiro em Floripa, Mauro Dottori, convidou Bochecha para a vaga do timoneiro Tommy Sumner
Por: Direto da Redação TSF
 
Campeão em Floripa, velejador André Fonseca enaltece força da Vela (Foto: Divulgação)

Representar o Brasil em três edições dos Jogos Olímpicos e competir três vezes na Volvo Ocean Race, principal regata volta ao mundo do planeta, fazem do catarinense André Fonseca, o Bochecha, de 42 anos, um velejador completo. A experiência obtida nos sete mares fez a diferença no 31º Circuito Oceânico de Santa Catarina, em que contribuiu de forma direta para levar o Caballo Loco, de Ilhabela, a um título inéditona competitiva Classe C30.

Às vésperas das regatas disputadas em fevereiro, em Florianópolis, o comandante do Caballo Loco, Mauro Dottori, convidou Bochecha para a vaga do timoneiro Tommy Sumner. O velejador dividiu a função de tático com George Nehm, o Dodão, enquanto coube a Dottori a árdua tarefa de assumir o leme da embarcação nas raias de Jurerê, sede oceânica do Veleiros da Ilha.

Com sete tripulações muito bem treinadas, a C30 se estabeleceu como a classe one design mais numerosa da competição.

- Conseguimos deixar o barco rápido nas regatas barla-sotas e também na prova de percurso. Em uma classe tão parelha, acertar a regulagem das velas para extrair máxima velocidade do barco, faz toda a diferença. Para quem não estava acostumado com a função, o Mauro se virou muito bem no leme -, elogiou Bochecha.

Para chegar ao título, a tripulação do Caballo Loco superou equipes como a do Kaikias Maserati, também de Ilhabela, atual campeão brasileiro da Classe C30, o tetracampeão nacional Loyalty, de Porto Alegre, com o tático Fábio Pillar, o Cachopa, além da força da flotilha catarinense formada por Zeus Team, Katana Portobello, Corta Vento e Le Terrible. A competição ainda foi válida pela primeira etapa do Campeonato Brasileiro de C30.

- O Circuito de Santa Catarina foi um belo gol da C30. Estivemos perto do número máximo de barcos (nove). A entrada do Frederico (Le Terrible) motivou a classe. Apesar das trocas recentes de comandantes a C30 manteve sua força. Neste ano, sem o horário de verão, o vento entrou mais cedo e as regatas se tornaram mais técnicas devido ao alto nível dos tripulantes e ao investimento em equipamentos de ponta. Vamos ver se a classe repete o show na Semana de Vela de Ilhabela -, desejou Bochecha.

Em julho, ocorre a segunda e última etapa do Brasileiro de C30 no litoral paulista. Medalha de bronze com o barco Brasil 1 na Volvo Volta ao Mundo 2005/2006, Bochecha manter-se-á à disposição da tripulação do Caballo Loco ao longo da temporada, para a eventual vaga de algum tripulante nas regatas em Ilhabela.

- Estarei sempre a postos. Como um coringa -, disse. A primeira etapa da 20ª Copa Suzuki – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica – será aberta em 14 e 15 de março com sede no Yacht Club Ilhabela (YCI).


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