Esportes, Geral, São José, Turismo, Verão - 31 Jan 2020 20:14

Casal de São José percorre a pé os 230km da travessia do Cassino, no RS

Aventura de Emanuel e Flávia no litoral gaúcho durou sete dias
Por: Direto da Redação TSF
 
Casal de São José percorre a pé os 230km da travessia do Cassino, no RS (Foto: divulgação)

O casal Emanuel Andrade, de 36 anos, e Flavia Calomena, de 38, voltaram para casa, em São José, após uma aventura que durou sete dias. Eles fizeram uma caminhada de cerca de 230km, entre a Praia do Cassino, no litoral Gaúcho, até o balneário Chuí, no extremo Sul do País, fronteira com o Uruguai. Os dois iniciaram a trilha, toda ela pela orla do mar, na praia considerada a mais extensa do Mundo, na quinta (23), e chegaram no destino final na quarta (29).

Confira um álbum de fotos com imagens da aventura

Emanuel é natural de Araranguá, e trabalha no setor administrativo de uma empresa de de auto peças, em Palhoça. Flávia, gaúcha de Porto Alegre, é gerente de uma clinica odontológica em São José. Juntos, os dois já percorreram algumas das mais disputadas trilhas de Floripa, como a Lagoinha do Leste, Naufragados, Costa da Lagoa, Morro do Lampião, Morro das Aranhas e o Pico da Pedra Branca em Palhoça. Também estiveram na Trilha de Ilhéus, em Governador Celso Ramos e subiram o Cambirela diversas vezes.

Mas nada se compara à travessia do Cassino, onde a imensidão de dunas a perder de vista leva os aventureiros a um cenário de deserto. Eles decidiram encarar o desafio, mas não conseguiram evitar os imprevistos.

(Foto: divulgação)(Foto: divulgação)

- É que gostamos de desafios, e por se tratar de uma travessia que iria nos desafiar tanto o corpo quanto a mente resolvemos encarar -, explicou Emanuel, ainda na estrada, voltando para casa, no bairro Serraria, em São José.

- O percurso é muito desafiador realmente no primeiro dia sofremos já de cara com o forte calor, a falta de água potável também é um problema – relatou.

Durante o dia, não havia sombra para se proteger sobre a areia escaldante. Óculos e lenço no rosto foram equipamentos obrigatórios. Á noite, o sono era protegido pela barraca, improvisada em qualquer canto. Logo no segundo dia de caminhada, o contato com outras pessoas, moradores, banhistas, pescadores, ficou mais raro, e os sinais de telefone e internet desapareceram.

No quarto dia de caminhada, eles chegaram no Farol Albardão, uma base inaugurada em 1909 e mantida pela Marinha do Brasil. O local serve de referência para navegadores, mas também tem sido usada para pernoite de viajantes como Emanuel e Flávia. Os oficiais permitiram ao casal tomar banho e dormir numa cama, antes de seguir viagem.

Por todo o trajeto, os dois encontraram diversos animais mortos pelo caminho, como tartarugas, golfinhos, capivaras, uma baleia, e até um graxaim. Mas também puderam observar espécies vivas, que sobrevivem nesse pedaço quase deserto do Brasil. Entre os animais que apareceram pelo caminho estavam um tatu, um gato do mato e diversas espécies de pássaros.

No terceiro dia, os pés machucados de Flávia não suportaram mais continuar. Os dois haviam percebido que caminhar de sandálias ou mesmo descalços era bem mais agradável que usar tênis de trilha. Mas era tarde, Flávia estava com calos e bolhas que inflamaram e foi necessário abortar a missão. Ela aproveitou uma carona de alguem que passava pelo local e foi levada à UPA. Emanuel seguiu em frente, como leal representante da dupla.

(Foto: divulgação)(Foto: divulgação)

Os dois só se reencontraram quatro dias depois, já nos Molhes do Chuí, ponto de chegada que marcou o fim da aventura. No caminho, puderam conhecer alguns outros aventureiros entre tantos que percorrem a Travessia do Cassino o ano inteiro. Alguns viajam por ali em caminhonetes 4 x 4, outros preferem a bicicleta. Um trilheiro chamado Douglas, que também fazia o trajeto a pé, acompanhou o casal catarinense em grande parte do trajeto.

De volta a São José, os dois devem retomar a rotina de trabalho nos próximos dias. A aventura seguinte ainda não foi definida. Mas a desistência de Flávia ainda na metade do percurso deixou a aventura com gostinho de inacabada. Podem apostar que a dupla ainda vai aprontar de novo na imensidão do litoral gaúcho, no pedacinho de areia em que começa o Brasil.

Por Domenique Bitencourt, especial para o Tudo Sobre Floripa

(Foto: divulgação)(Foto: divulgação)


Imprimir
Enviar para um amigo
Assinar

Envie esta notícia para um amigo



Envie esta notícia para um amigo



Comente
esta notícia

Ao efetuar um comentário, o seu IP (Internet Protocol) será gravado e poderá ser utilizado para identificar o usuário que inseriu o mesmo.
Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor do comentário e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais do Tudo Sobre Floripa.


Outros comentários

noresults

Caso o comentário acima for abusivo ou seu nome for utilizado indevidamente, denuncie.

Notícias por data:

a
Voltar