Economia e Negócios, Florianópolis, Geral - 07 Dez 2019 23:09

Com 2ª maior alta em novembro, Floripa tem a cesta básica mais cara do Brasil

Capital catarinense teve alta de 4,45%, liderada pelo preço da carne vermelha
Por: Direto da Redação TSF
 

Florianópolis apresentou em novembro a segunda maior alta no preço da cesta básica entre as 16 capitais brasileiras pesquisadas pelo pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse). Com o reajuste, a Capital catarine4nse passa a ter a cesta mais cara do País, com R$ 478,68. O levantamento foi divulgtado na quinta (5).

Em nove das 16 capitais pesquisadas ocorreu aumento na soma total da cesta básica. Com aumento de 4,45%, a capital catarinense ficou atrás apenas de Vitória, nop Espírito Santo, com 7,89%.

As quedas mais importantes foram verificadas em Porto Alegre (-2,03%) e Curitiba (-1,95%). Floripa passa a ter a cesta mais cara do Brasio, com São Paulo em segundo lugar, com R$ 465,81. Os menores valores foram encontrados em Aracaju (R$ 325,40) e Salvador (R$ 341,45).

No acumulado de 2019, dez capitais pesquisadas apresentaram taxas negativas até novembro, com destaque para Aracaju (-9,30%). As outras seis cidades tiveram aumento no valor da cesta. A alta acumulada mais expressiva ocorreu em Vitória (14,43%).

Alta da carne
O levantamento do Dieese destacou ainda a tendência de alta nos preços da carne bovina de primeira, do óleo de soja e do feijão. Em contrapartida, os preços do tomate e da batata, diminuíram na maior parte das cidades pesquisadas.

A carne bovina de primeira apresentou aumento de preço em todas as cidades pesquisadas. De acordo com o levantamento, as altas variaram entre 1,15%, em Recife, e 19,37%, em Vitória.

- Altos volumes de carne têm sido exportados para a China, devido ao ano novo chinês; o período também é de entressafra bovina e o custo de reposição do bezerro está muito alto. Por fim, o dólar desvalorizado estimulou as exportações. Todos esses fatores encareceram o valor da carne no varejo -, destacou o Dieese, em nota.

O preço médio da lata de óleo de soja aumentou em 12 cidades das 16 pesquisadas em novembro. As altas oscilaram entre 0,25%, em Recife, e 4,66%, em Campo Grande. O valor diminuiu em Florianópolis (-0,79%), João Pessoa (-0,48%) e Belo Horizonte (-0,28%).

O valor do feijão aumentou em 11 cidades em novembro. O tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo, apresentou variações positivas em oito capitais, que oscilaram entre 1,27%, em Recife, e 5,77%, em Belo Horizonte.

As quedas no preço do feijão ocorreram em São Paulo (-2,55%), Salvador (-0,58%) e João Pessoa (-0,17%). Já o feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul,em Vitória e no Rio de Janeiro, teve alta em três capitais. Em Vitória, subiu 7,25%, em Florianópolis, 0,91%, e em Curitiba, 0,45%. As quedas foram anotadas no Rio de Janeiro (-3,92%) e em Porto Alegre (-3,13%).

O preço da batata diminuiu nas nove capitais do Centro-Sul. As quedas oscilaram entre -17,85%, no Rio de Janeiro, e -1,21%, em Vitória. O quilo do tomate diminuiu em 15 capitais e aumentou em Vitória (31,72%). As quedas oscilaram entre -31,16%, no Rio de Janeiro, e -5,74%, em Goiânia.

Salário mínimo
Com base na cesta mais cara, registrada em novembro em Florianópolis, o Dieese estipulou o valor que o salário mínimo deveria ser de R$ 4.021,39, ou 4,03 vezes o mínimo de R$ 998, para ser suficiente para suprir as despesas de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.


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