Comunidade, Florianópolis, Geral, Social - 02 Jul 2020 16:45

Comunidade do Monte Serrat recebe 6t de alimentos doados pelo MST

Outra parte das doações serão levadas para comunidades no Rio Vermelho, Saco dos Limões e Esperança
Por: Direto da Redação TSF
 
Comunidade do Monte Serrat recebe 6t de alimentos doados pelo MST (Foto: divulgação)

Durante a tarde da última terça-feira (30), pouco antes da chegada do ciclone em Santa Catarina, o instituto Wilson Groh de Florianópolis recebeu uma doação de seis toneladas de alimentos orgânicos produzidos em assentamentos do MST, o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra.

Do total de 10 toneladas de frutas e legumes, mais mil litros de leite e mil unidades do achocolatado em pó, metade foi armazenada na Igreja Nossa Senhora do Monte Serrat, e na quarta (1º) ja começou a ser distribuído às famílias atendidas pela entidade, comandada pelo padre Wilson Groh,que dá nome à Associação que desde o início da pandemia já distribuiu mais de 102.382 quilos de alimentos na comunidade.

Padre Vilson, que organiza ações de solidariedade há 39 anos na Capital, afirmou que a partilha é a grande saída para o país nesse momento.

- Nossos mais sinceros agradecimentos ao MST, que nos mostra a importância da solidariedade estrutural. Não estamos celebrando missas, mas a nossa igreja virou um depósito de alimentos. É a eucaristia direto para a mesa das pessoas que mais precisam. A alimentação e a segurança alimentar terão de ser o mote de luta desse tempo -, comenta.

(Foto: divulgação)(Foto: divulgação)

A outra metade das doações foi destinada à várias iniciativas sociais. Duas cozinhas comunitárias, que preparam e entregam marmitas solidárias (localizadas nos bairros Rio Vermelho e Ribeirão da Ilha), receberam uma parte. O movimento de luta por moradia ainda fará a distribuição nas ocupações Marielle Franco (situada na Caieira do Saco dos Limões), Fabiano de Cristo e na Vila Esperança, na região Continental da Capital.

Em parceria com o Instituto Caminho do Meio, a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) levará os alimentos para as Terras Indígenas Marangatu, Itanhaé e Mymba Roka, localizadas na grande Florianópolis. E a Revolução dos Baldinhos, que trabalha com a gestão comunitária de resíduos orgânicos, atenderá 930 famílias com as doações recebidas.

Respeitando as medidas sanitárias de prevenção, o armazenamento e divisão dos alimentos contou com um mutirão de pessoas envolvidas diretamente com os projetos, a militância da brigada Gina Couto da Via Campesina em Florianópolis e de equipes dos vereadores Marquito (PSOL) e Lino Peres (PT).

A entrega dos alimentos foi oficializada com um ato que também apresentou os eixos de atuação do Plano Emergencial de Reforma Agrária.

- Nesse tempo estamos tirando muitas lições de como se relacionar com as pessoas e com a terra. Essa campanha nada mais é que um retorno de toda solidariedade que o MST já recebeu em momentos de dificuldades. Essa devolução e a apresentação de alternativas possíveis com a Reforma Agrária Popular não poderiam se dar num momento mais drástico, como esse que vivemos no nosso país -, disse Vilson Santin, da coordenação nacional do MST.

Os alimentos doados em Florianópolis foram produzidos por famílias assentadas em Lebon Régis, Fraiburgo, Curitibanos, Ponte Alta, Correia Pinto e Garuva, organizadas nas cooperativas Cooproeste, Coopercontestado, Cooperoeste e no Grupo coletivo do assentamento Conquista no litoral. Desde o início da pandemia, o MST de Santa Catarina já doou mais de 50 toneladas de alimentos.

(Foto: divulgação)(Foto: divulgação)


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