Grande Floripa, Polícia - 07 Jan 2016 09:17

Conheça o perfil de Matheus, suspeito de matar o menino índio em Imbituba

Familiares revelam problemas mentais, builling, drogas e homossexualismo
Por: Róbinson Gambôa
 
Conheça o perfil de Matheus, suspeito de matar o menino índio em Imbituba (Foto: Facebook / Divulgação)

O assassinato do menino índio Vitor Pinto Kaigang, de dois anos, ocorrido em Imbituba, no dia 30 de dezembro, ganhou repercussão nacional pela crueldade com que o crime foi cometido. O único suspeito do crime, o desempregado Matheus de Ávila Silveira, de 23 anos, continua preso de forma preventiva. Ele chegou a confessar o crime, mas acabou voltando atrás, orientado por advogados.

A Polícia descobriu que Matheus é paciente de um posto de saúde municipal, onde vinha procurando sem sucesso por atendimento psiquiátrico. Conforme as investigações, Matheus usava de medicação para depressão. Familiares do suspeito contaram que ele sofria builling desde que se tornou Emo, uma espécie de tribo adolescente criada nos Estados Unidos que valoriza a tristeza.

O perfil de Matheus no Facebook era sob o codinome Moxa Zombiie, o que, para a polícia, indica uma mente perturbada. Numa das imagens encontradas na sua página, ele homenageia os adoradores das trevas. Familiares confirmaram que Matheus vivia pelas ruas, é viciado em drogas e alcoólatra. No ano passado tentou matar os pais a facadas.

Por volta do meio-dia de quarta (30), o menino Vítor estava com a mãe em frente à rodoviária de Imbituba. A mulher, Sonia da Silva Kaigang, estava sentada no chão, onde vendia artesanatos trazidos da sua tribo, de Chapecó. Quando ela amamentava o garoto, Matheus se aproximou, acariciou a cabeça do menino, e desferiu um único golpe com um estilete. Depois disso, saiu correndo e entrou num matagal.

Imagens de um circuito de monitoramento da própria rodoviária mostraram Matheus se aproximando e depois fugindo. As roupas usadas no crime foram encontradas com ele.

Vítor foi enterrado em sua aldeia, em Chapecó, no Oeste catarinense. Na delegacia, Matheus teria alternado a confissão com negativas e falas desconexas, possivelmente por estar sob efeito de drogas.

A polícia fez uma busca na casa dos pais e encontrou objetos que seriam provas do crime. A Mãe de Matheus, Marise, funcionária da Ferju da BR-101, salientou que o filho se distanciou da família há algum tempo. A casa dos Silveira fica num bairro com vista para o mar e o porto de Imbituba, onde trabalha o pai.

Uma tia de Matheus, que preferiu não se identificar, contou que o sobrinho se transformou num monstro devido ao sofrimento a que foi submetido na família e na escola.

- Era um menino maravilhoso, amoroso, nunca tivemos problemas, mas de repente ele se transformou. Foi vítima de bullying na escola e de violência em casa, por sua opção pelo estilo emo. De um momento para outro passou a andar vestido de preto e começou a usar drogas -, contou ela.

No ano passado, Matheus chegou a trabalhar de empacotador num supermercado. A tia conta que Matheus, apesar do comportamento Emo, nunca se assumiu como homossexual, e chegava a apanhar do irmão mais velho no maio da rua por causa do seu jeito mais delicado.

Os familiares contam o episódio mais grave de violência familiar, quando Matheus, supostamente cansado depois de quase sete anos de agressões, finalmente reagiu. Teria sido em junho do ano passado. Ele estava armado com faca. Ele foi preso e, ao voltar para casa, foi expulso pelos pais. Dali em diante se tornou um pária na família e passou a viver na rua, mas mantinha um quarto na casa dos Silveira, onde aparecia as vezes para tomar um banho.

A rejeição a Matheus por parte da família aumentou depois que ele foi visto beijando outro menino. O conselho tutelar já o tinha em seus registros como vítima de bullying e violência dos colegas na escola.

Na cela da unidade prisional de Imbituba, onde está numa cela isolada, Matheus fala sozinho e nesta semana tentou suicídio mastigando e engolindo a esponja de um colchão. A tia conta que antes disso ele já tentara se matar tomando medicamentos.


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