Florianópolis, Geral, Polícia, São José, Saúde, Trânsito - 21 Mai 2018 17:57

Cracolândia na divisa entre Floripa e São José preocupa comerciantes

Diversas ações têm sido feitas, mas situação se repete na Josué Di Bernardi
Por: Direto da Redação TSF
 
Cracolândia na divisa entre Floripa e São José preocupa comerciantes (Foto: Divulgação)

Por Jeniffer Elaina, redatora do Plano de Saúde

Na divisa das cidades de São José e Florianópolis, nas imediações do Viaduto da Josué Di Bernardi, uma situação preocupa bastante comerciantes e moradoras, na chamada Cracolândia. No local existem pessoas morando em situação de rua e junto com isso surge uma situação insalubre. O lixo que se acumula atrai insetos e outros bichos e deixa um cheiro desagradável.

Muitos dos que se fixaram no local têm como principal sustento a reciclagem. Enquanto uns usam o dinheiro para se alimentar e buscar melhores condições, outros gastam tudo com o consumo de drogas. O Ministério Público de Santa Catarina já havia realizado uma ação, limpando todo o local, porém, no dia seguinte os moradores de rua estavam de volta ao mesmo ponto.

As pessoas que estão nessa situação chegaram lá por diversos motivos como brigas com a família, vícios de drogas e falta de oportunidades. Eles vêm de diferentes locais da cidade, estado e até do país. Os comerciantes estão preocupados devido à violência. Um deles informa que já foi roubado seis vezes na mesma semana e que chegaram a levar o relógio de energia elétrica.

Para conseguir contornar o problema precisa pagar R$ 50 para um deles, pois somente dessa forma consegue evitar as invasões e roubos no seu comércio. Outro comerciante acredita que o problema ainda persiste por falta de interesse dos órgãos responsáveis.

(Foto:  Bianor S. Rosa / Divulgação)(Foto: Bianor S. Rosa / Divulgação)

As ações para remover os moradores da Cracolândia de Florianópolis
Para tentar resolver a situação o Ministério Público prometeu realizar ações mensais com o apoio do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Polícia Militar e Polícia Rodoviária.

Estima-se que na Cracolândia de Florianópolis existam cerca de 600 pessoas em situação de rua e por isso o trabalho precisa ser contínuo. Em ações já realizadas os moradores foram cadastrados e receberam a opção de serem encaminhados para o tratamento do crack e de feridas.

Os moradores de rua também foram identificados pela impressão digital pela delegacia de Desaparecidos da Polícia Civil e fizeram testes rápidos para sífilis e HIV. Para os próximos meses estão previstas ações mais intensificadas, segundo o promotor de Justiça Daniel Paladino. A ideia é que a cada duas semanas seja realizada uma operação.

O objetivo é orientar os moradores em situação de rua para que busquem tratamento e que haja se consiga oportunidades de trabalho com parceira com a Secretaria de Assistência Social e do Igeof. Simultaneamente, uma parceria com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) visa fechar as galerias de esgoto, e isso tornaria inviável aos moradores em situação de rua permanecerem no local.

O terreno também deve sofrer modificações, ficando inclinado para evitar que as pessoas se acomodem na Cracolândia de Florianópolis. O contrato para a realização da obra está sendo finalizado. Espera-se com essas ações consigam remover as pessoas da região, mas em uma das ações realizadas, 35 foram cadastradas e somente duas aceitaram assistência. Caso seja necessário, cogita-se a hipótese da internação compulsória.

Os comerciantes e moradores que estão próximos à Cracolândia de Florianópolis esperam que a situação seja resolvida o quanto antes e que haja empenho dos órgãos das cidades envolvidas.

Local conhecido como cracolândia em São José fica às margens da Via Expressa. (Foto: Róbinson Gambôa/Tudo Sobre Floripa)Local conhecido como cracolândia em São José fica às margens da Via Expressa. (Foto: Róbinson Gambôa/Tudo Sobre Floripa)


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