Florianópolis, Geral, Saúde, Trabalho - 22 Jan 2021 19:22

Enfermeiras da “linha de frente” expressam emoção de receber a vacina

Esperança de novos abraços: a perspectiva das primeiras pessoas imunizadas
Por: Direto da Redação TSF
 
Enfermeiras da “linha de frente” expressam emoção de receber a vacina Bárbara atua no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina (Foto: Divulgação)

A primeira pessoa vacinada em Florianópolis foi uma técnica de enfermagem que está desde o início da pandemia trabalhando na linha de frente contra a covid-19. Nadir da Silva, de 49 anos, foi vacinada em seu local de trabalho na manhã de terça-feira (19), exatas 24h após a chegada das vacinas na Base Aérea da Capital.

- É uma sensação de vitória ter sido imunizada. Vou poder abraçar meus amigos. Na pandemia convivi com muitas tristezas, e alegrias de ver pacientes indo embora, as vezes até andando. Essa vacina é mais uma dessas conquistas para nós profissionais de saúde -, comenta Nadir.

A técnica de enfermagem trabalha no Hospital há sete anos e desde o começo da pandemia atendeu inúmeros pacientes infectados atuando na UTI do Hospital referência em tratamento para a doença na cidade.

Foto: Chaiana Muller / divulgação)Foto: Chaiana Muller / divulgação)

A técnica em Enfermagem Ingrid Louise Silveira Alves, de 22 anos, que também atua na linha de frente no combate à pandemia, foi uma das primeiras a receber a dose da CoronaVac, na quarta (20).

- Durante oito meses convivi com medo. No início tive medo de como seria, depois tive medo de como estava. Após um tempo, tive medo de como tudo ficaria. Parei de ver minha avó, me isolei de amigos, vivi meses vendo somente colegas de trabalho. Também vi parentes chorando, vindo buscar pertences daqueles que não conseguiram sobreviver, vi sorrisos daqueles que foram acompanhar as altas. Quando tomei a vacina me lembrei de todos, senti que vou ver muito mais sorrisos agora do que antes. O cuidado ainda vai ser necessário, mas as coisas vão melhorar -, contou. Ingrid se formou no Curso técnico do IFSC, Campus Florianópolis, e trabalha no Hospital de Caridade e no Hospital da SOS Cárdio.

Bárbara Arieli Albuquerque Lopes da Silva, outra ex-aluna do Ifsc, foi imunizada no mesmo dia. Atuando no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina, para ela a “agulhada” trouxe a sensação de realização.

- Sabe quando você embarca naquela viagem que planejou tanto e esperou ansiosa pelas férias pra poder realizar? É uma sensação bem parecida! Apesar de ser um passo importante, temos que continuar tomando os cuidados necessários pra diminuir o avanço do vírus -, destaca.

- Foi um momento de muita emoção e alegria, porém a luta ainda não chegou ao fim. Os cuidados ainda devem ser mantidos, o uso de máscara e higienização constante das mãos são extremamente importantes e ainda devem ser realizados. Viva a vacina, os profissionais da saúde, a ciência. Viva o SUS! -, lembra Jéssica Thais Santos Contassot Alexandre, que trabalha no Hospital Santa Tereza e no Samu de São José.

Ingrid Louise Silveira Alves trabalha no Caridade e no SOS Cárdio  (Foto: Divulgação)Ingrid Louise Silveira Alves trabalha no Caridade e no SOS Cárdio (Foto: Divulgação)

Letícia dos Santos de Andrade, do Hospital da Unimed Grande Florianópolis, foi uma das primeiras a receber a vacina, ainda no dia 19 de janeiro, quando as doses foram liberadas para a Secretaria de Saúde da Capital.

- Na hora eu nem acreditei quando ligaram no setor onde eu trabalho e pediram para ir até o andar da vacinação, que eu já iria receber. A gente que trabalha e convive com isso dia após dia sabe o quanto foi e ainda é difícil lidar com a Covid-19. Final de novembro do ano passado, eu peguei Covid e, depois que passou, realmente não via a hora de ser vacinada, mas com ciência de que os cuidados e higiene devem ser mantidos e que o uso de EPI’s faz total diferença. Me sinto grata e realizada e aguardando ansiosamente para a segunda dose -, Salientou.

- Nossa, tanta coisa. Passou um filme pela minha cabeça, todos os pacientes que passaram pela nossa equipe, alguns que se foram e deixaram marcado em nós os momentos de angústia, medo e a saudade dos familiares. E outros que tiveram um final mais feliz, uma oportunidade de viver novamente, que a simples ação de andar era emocionante pra equipe toda, depois de dias entubado -, relatou, emocionada, Ingrid Ramos Reinaldo, que desde o começo da pandemia atua na UTI Covid do Hospital Regional de São José.

Mara Lúcia Poleza também foi imunizada. Técnica em Enfermagem também do Instituto de Cardiologia de Santa Catarina, ela definiu o momento como “a primeira dose de esperança de que dias melhores virão”.

Para Fernanda Costa Puerari, que trabalha nas UTIs do Hospital de Caridade de e do da Unimed, a esperança se une à gratidão.

- Sentimento de gratidão por todo trabalho realizado, cada vida salva e cada paciente que conseguiu se recuperar. Mas o trabalho continua, o cuidado ainda tem que ser grande. Passo a passo vamos construindo um amanhã melhor, todos os dias -, disse.

Fernanda Costa Puerari trabalha nas UTIs do Caridade e do Hospital da Unimed (Foto: Divulgação)Fernanda Costa Puerari trabalha nas UTIs do Caridade e do Hospital da Unimed (Foto: Divulgação)


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