Educação, Florianópolis, Geral, Manezinhos pelo Mundo - 18 Dez 2017 19:18

Escola no Ingleses vence concurso sobre preservação de tubarões e raias

Escola Herondina Medeiros Zeferino superou outras 25 turmas no Projeto Pescando Saberes
Por: Direto da Redação TSF
 
Escola no Ingleses vence concurso sobre preservação de tubarões e raias (Foto: Divulgação)

Por que precisamos cuidar dos tubarões e raias? Esse foi o tema de um concurso promovido pelo projeto Pescando Saberes, da ONG Caipora Cooperativa, com 25 turmas de escolas municipais de Florianópolis. Após a produção de cartazes, a turma vencedora foi a do 5º ano da Escola Básica Herondina Medeiros Zeferino, situada no bairro Ingleses.

Como prêmio, receberam uma viagem de estudos ao Museu Oceanográfico da Univali, em Piçarras, que possui a maior coleção privada de tubarões e raias do mundo, com 9.900 espécimes. O objetivo do projeto, que é realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, é colocar em prática ações de pesquisa e educação ambiental.

A primeira parte da iniciativa consistiu em aplicar um questionário em cinco escolas próximas ao mar e colônias de pesca de oito bairros de Florianópolis. O questionário, com perguntas sobre conhecimentos e impressões acerca de tubarões e raias, foi respondido por 689 alunos.

Com os resultados das perguntas, os pesquisadores retornaram às escolas para promover debates e atividades educativas, em conjunto com os monitores do Labitel, o Laboratório de Biologia de Teleósteos e Elasmobrânquios da Universidade Federal de Santa Catarina. Assim, os alunos puderam conhecer algumas espécies de tubarões e raias que habitam a costa do estado, suas características, diferenças e importância para o equilíbrio marinho, manuseando exemplares da coleção didática da UFSC.

(Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação)

- Aprendi com o projeto que os tubarões e raias precisam ser preservados, pois se forem caçados indiscriminadamente ocorrerá um desequilíbrio na cadeia alimentar marinha -, conta Bruno Gomes Flôer, de 10 anos, estudante da turma ganhadora do concurso.

Maria Eduarda Ferreira Silva, sua colega de sala, também de 10 anos, explica que a produção do cartaz começou com uma coleta de informações sobre os animais. Bruno completa:

- Depois que fizemos a pesquisa, percebemos que a pesca de arrastão é um dos vilões do mar e a partir daí fizemos os textos e os desenhos .

A pesca de arrastão utiliza um barco que opera redes de arrasto, ou seja, redes em forma de saco que são puxadas a uma velocidade que permite que o que for pescado seja retido dentro da rede.

- Com o projeto aprendi que temos que preservar a natureza e esses animais. Vencemos e fomos para o museu oceanográfico. Foi maravilhoso -, finaliza Maria Eduarda.

(Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação)

Mitos e verdades
De acordo com o questionário feito, a maioria das crianças acredita que os tubarões sejam agressivos e uma ameaça para as pessoas. Porém, o homem não faz parte da sua alimentação. Ataques com mortes são raros, sendo somente cinco por ano no mundo todo.

O homem, pelo contrário, representa um perigo para a espécie marinha. A pesca excessiva de tubarões ameaça o equilíbrio dos oceanos, pois eles são animais do topo de cadeia, isto é, que não possuem predadores naturais e regulam as populações de outros peixes. Além disso, ao contrário da maioria dos peixes, os tubarões se reproduzem lentamente.  Algumas espécies levam até quinze anos para começarem e só então gerar um único ovo por ano.

A pesca industrial é a principal ameaça aos tubarões. Porém, a pesca artesanal, em função de seus equipamentos e de pescar mais próxima à costa e em regiões de desova, acaba pegando filhotes que não entraram ainda na idade reprodutiva, além de fêmeas grávidas.

No Brasil, há 151 espécies registradas, muitas delas habitantes da costa catarinenses. Cação é o nome popular do tubarão.

Ações educativas

Para finalizar o projeto, um cartaz educativo que destaca curiosidades, informações e a importância de se preservar esses animais está sendo confeccionado pela ONG e será distribuído em comércios, escolas, colônias de pesca e outras organizações.

No início de 2018, está previsto um workshop de debate sobre políticas públicas, pesquisas científicas e ações educativas e de conservação desses animais, reunindo universidades, associações de pescadores, Secretaria de Educação e Comissão de Pesca e Assuntos do Mar da Câmara de Vereadores. A ONG Caipora Cooperativa reúne profissionais de diversas áreas para atuar em pesquisa e conservação da biodiversidade, uso sustentável dos recursos naturais e educação ambiental. Vem realizando ações desde o início de 2017 em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis e com apoio do Instituto Linha D’água.


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