Economia e Negócios, Florianópolis, Geral, Trabalho - 10 Ago 2017 13:04

Fecomércio SC completa 69 anos nesta quinta (10) com novos desafios e projetos

Entidade trabalha na aprovação das reformas e apresenta projetos para fomentar setor
Por: Direto da Redação TSF
 

As turbulências no cenário político e econômico brasileiro exigiram de todo o setor produtivo resistência e criatividade para enfrentar um dos momentos mais críticos do país. Para o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt, os últimos anos foram os mais difíceis já enfrentados pela entidade e pelo setor terciário. A Federação completa 69 anos de atuação e representatividade, nesta quinta-feira (10), com conquistas a comemorar e mais alguns desafios pela frente, entre eles, o novo panorama sindical com a Reforma Trabalhista e as flutuações do mercado com as incertezas no Congresso.

Para a Fecomércio, A Reforma Trabalhista proposta pelo Governo federal vai trazer mudanças significativas não só nas relações de trabalho, mas também no sistema sindical brasileiro. Se por um lado o projeto aprovado concede aos sindicatos relevância e força, consagrando os acordos e convenções coletivas de trabalho; por outro, o mesmo texto retira dos sindicatos grande parte de sua receita.

- Será uma nova fase de amadurecimento da relação sindical no país, momento de reinvenção. A Reforma Trabalhista traz ferramentas para as entidades demonstrarem aos representados sua importância e razão de existência, uma vez que são detentoras de prerrogativas legais exclusivas. A prevalência do negociado sobre o legislado é um exemplo de como a atuação efetiva das entidades sindicais será primordial -, pondera Breithaupt. Segundo o líder empresarial, a aproximação com base de representação por meio de produtos e serviços competitivos pode significar o impulso necessário para a sobrevivência e crescimento dos sindicatos.

A entidade vem encampando grandes bandeiras ao longo do ano, tanto de caráter nacional - “Por um Novo Brasil”, em apoio às reformas estruturantes-, como estadual, a exemplo da campanha pela duplicação das BRs 470 e 282 e a discussão sobre o uso da Ponte Hercílio Luz e entorno, ambos projetos de infraestrutura com forte impacto social e econômico.

Quando as novas regras da Reforma Trabalhista ainda estavam em negociação nos bastidores, em 2016, a Federação trouxe o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, para estabelecer as bases da nova legislação trabalhista. Em 2017, o relator do projeto sobre a Lei da Terceirização, o deputado federal Laércio de Oliveira, veio a Capital para apresentar os principais pontos da lei que regulamenta a contratação de terceirizados em todas as atividades.

Agora, mirando o segundo semestre de 2017, a Federação foca o trabalho junto aos empresários, sindicatos e parlamentares no encaminhamento da agenda previdenciária.

- É neste momento que a Reforma se confirmará como o teste de fogo para o Governo e sua base aliada. Há também a Reforma Tributária, que o Governo se comprometeu em desenterrar no segundo semestre. A Federação estará com os empresários na construção deste novo país que deve emergir após toda essa contestação social que vivemos -, afirma o presidente.

Para Breithaupt, a reforma política só sairá do papel quando houver mobilização social das entidades de classe responsáveis:

- O que vem sendo debatido atualmente no Congresso trata de uma reforma eleitoral de mera acomodação de interesses de alguns setores da classe política -, completa.

A economia começará a andar com passos mais firmes na medida em que as instabilidades políticas começam a dissipar. A recessão desde 2015 desacelerou o consumo e os investimentos, afetando da indústria ao comércio, mas números cada vez mais consistentes apontam o início da retomada e a queda dos números negativos em 2017 e início de 2018.

- A economia é uma engrenagem complexa: apesar de apresentar o menor índice de desocupação e o melhor desempenho do comércio no país, os catarinenses estão na defensiva, tanto o consumidor, quanto o empresário. Os indicadores econômicos de volume de vendas (alta de 4% em maio no acumulado de doze meses) e criação de empregos (saldo de cerca de 21 mil vagas formais no primeiro semestre) já começam a refletir a recuperação da confiança dos catarinenses e de um ambiente de negócios mais favorável -, afirma.

Aposta em inteligência de mercado
Pesquisas e índices econômicos passam a ganhar direcionamento ainda mais estratégico em 2017. Nos últimos doze meses, a entidade entregou ao mercado cerca de 60 pesquisas que mapeiam o comportamento de consumo do catarinense e auxiliam na tomada de decisões mais assertivas. Até o fim do ano estão previstas pelo menos mais vinte pesquisas.


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