Cultura, Educação, Eventos, Florianópolis, Geral - 30 Mai 2018 16:39

Fundação Badesc terá oito dias com 4ª Mostra de Cinema Europeu

Filmes com abordagem política têm entrada gratuita entre os dias 1º e 8 de junho
Por: Direto da Redação TSF
 
Fundação Badesc terá oito dias com 4ª Mostra de Cinema Europeu O Bockerer IV - Primavera de Praga (Divulgação)

O Cineclube da Fundação Cultural Badesc, situada no Centro de Florianópolis, exibe a partir desta sexta (1º) a 14ª Mostra de Cinema Europeu - Democracia em cena, que neste ano traz documentários e ficções que abordam as relações dos povos europeus com a construção de suas democracias. Serão exibidos 13 longas-metragens de nacionalidades diferentes que, filmes que não freqüentam o circuito comercial. A entrada é gratuita e serão distribuídas senhas 30 minutos antes de cada sessão.

A Mostra é promovida pela Associação dos Institutos Culturais, Embaixadas e Consulados de países membros da União Europeia (EUNIC Brasil) e pela Delegação da União Europeia. Entre os destaques estão obras de cineastas como o espanhol Chema de la Peña, o alemão Andres Veiel, o italiano Pierfrancesco Diliberto e a húngara Krisztina GODA.
 
Serviço
                                                                                                 
O que: Mostra de Cinema Europeu
Quando: sexta (1º) a sexta (8) de junho
Local: Fundação Cultural Badesc - Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – telefone: (48) 3224-8846
Entrada gratuita.

Sinopses

Sexta (1º), 17h
23F (23F La Pelicula) de Chema de la Peña. Espanha. 2011. 105 min. Drama. 14 anos. Um golpe de estado em 23 de fevereiro de 1981 colocou a democracia em risco na Espanha. O parlamento foi sitiado pelo tenente coronel Antonio Tejero e o general Milans tomou a cidade de Valencia. Um complexo quadro em que Milans e o general Alfonso Armada moviam as cordas. “23F” é a história de três golpes: o de Milans, o de Armada e o de Tejero.

Sexta (1º), 19h
Se não nós quem (Wer, wenn nicht wir) de Andres Veiel. Alemanha. 2010-11. 124 min. biografia-drama. 12 anos. No início dos anos 1960, Bernward Vesper (August Diehl) e sua amiga de universidade Gudrun Ensslin (Lena Lauzemis) se apaixonam no meio da atmosfera da Alemanha Ocidental. O casal funda uma pequena editora que, já no primeiro trabalho, causa polêmica: trata-se de um texto antigo do pai de Bernward, famoso autor nazista. O questionamento inaugura novos rumos na vida do casal, em uma era de mudanças e radicalizações.

Sábado (2), 15h
A máfia só mata no verão (La mafia uccide solo d’estate) de Pierfrancesco Diliberto. Itália. 2013. 85 min. Comédia, drama. Livre. Ambientado na Sicília contemporânea, o filme é um conto tragicômico da vida de Arturo que, desde jovem, cruza o caminho da máfia. Ele é uma criança particularmente sensível às peculiaridades que ocorrem diariamente na sua cidade e sofre o mesmo destino de todos os jovens jornalistas e ativistas que enfrentaram a verdade e se tornam vítimas da máfia. A partir da vida pessoal do protagonista e de sua banal historieta de amor, o filme visa mostra a organização criminosa não apenas como uma entidade marginal da sociedade do sul da Itália, mas como um organismo que se infiltra em todos os aspetos da vida dos habitantes desta região e na cultura coletiva.

Sábado (2), 17h                                                                                                            
Sangue nas águas (Szabadság, szerelem) de Krisztina GODA. Hungria. 2006. 123 min. Drama/guerra/histórico/romance. 16 anos. Uma nação cujo sonho de liberdade foi devastado, encontra seu rival em um campo de batalha diferente neste filme inspirado em uma história real. Sangue nas Águas celebra a heróica revolução húngara de 1956 que se passa em Budapeste e nos Jogos Olímpicos de Melbourne em outubro e novembro desse ano. Enquanto tanques soviéticos arrasavam seu país a equipe húngara de polo aquático vencia os soviéticos na disputa mais violenta da história.

Trecho de Sangue nas Águas


Segunda (4), 17h
Em nome da paz: John hume na América (In the Name of Peace: John Hume in America) de Maurice Fitzpatrick. Irlanda. 2017. 90 min. Documentário. Livre. O documentário sobre a vida do visionário pacifista irlandês John Hume que, inspirado por Martin Luther King, emergindo das ruas revoltantes da Irlanda do Norte, recrutou um exército de importantes Chefes de Estado para a causa. Narrado por Liam Neeson com música de Bill Whelan (Riverdance), o documentário de longa duração inclui entrevistas com os presidentes Clinton e Carter, senadores e congressistas dos EUA, bem como líderes irlandeses e os primeiros-ministros britânicos Tony Blair e John Major. Em um momento de instabilidade política, este é um filme oportuno que examina a liderança constante, a importância da democracia e a cooperação internacional.

Trecho de Em Nome da Paz

Segunda (4), 19h
O Atirador (Skytten) de Annette K. Olesen. Dinamarca. 2013. 89 min. Thriller político Livre. O Atirador é um filme de viés político no qual Copenhague se encontra sitiada por um atirador inteligente e determinado. No drama, o novo governo dinamarquês, contrariamente às suas promessas eleitorais, anuncia extração de petróleo na Groenlândia. Isso gera uma violenta reação pública frente aos novos planos que prejudicam o meio-ambiente. O pesadelo da democracia se transforma em uma realidade assustadora – e agora um atirador está em liberdade nas ruas de Copenhague.

Terça (5), 17h                                                                                                         
O Bockerer IV - Primavera de Praga (Der Bockerer IV- Prager Frühling) de Franz Antel. Áustria. 2003. 90 min. Drama político. Livre. O açougueiro Karl Bockerer, de Viena, casa-se em 1968, e é convidado pelo filho adotivo para visitar a cidade de Praga, então capital da Tchecoslováquia, para passar a lua de mel. O filho de Karl planeja abrir uma filial do açougue na cidade que vive o período de liberalização da chama Primavera de Praga a despeito do regime comunista imposto ao país. Tudo acaba virando um grande problema para a família Bockerer quando as tropas soviéticas invadem o país e a família tenta retornar a Viena.

Terça (5), 19h
A universidade perdida, Vicennes (Vincennes, l’Université perdue) de Virginie Linhart. França. 2016. 95 min. Documentário. 12 anos. Aberta a todos, a universidade de Vincennes, criada no outono de 1968 e destruída em 1980, encarnava a possibilidade de outro sistema de ensino. Entre nostalgia e reflexão, este documentário homenageia uma história esquecida. Na floresta de Vincennes, existia uma universidade revolucionária: durante doze anos, Vincennes cresceu, se agitou, incomodou, atraindo os melhores professores do país: Michel Foucault, Gilles Deleuze, Hélène Cixous, ou ainda Jacques Rancière.

Quarta (6), 17h
Vox Populi (Vox Populi) de Eddy Terstall. Reino dos Países Baixos. 2008. 1h40. Sátira política/comédia.12 anos.  Jos Fransen é um político veterano que enfrenta uma crise de meia-idade. Ele é o líder do partido de esquerda Rood-Groen, mas o partido não vai bem nas pesquisas. Sua filha Zoë começa a namorar com o policial militar Sjef. O pai de Sjef, Nico, é um autêntico vendedor de carros de Amsterdam que odeia políticos. Através dos olhos de Sjef e Nico, Jos está começando a perceber como “as pessoas” enxergam a política. Inspirado por Sjef, Nico e Savo (o cunhado iugoslavo de Sjef), Jos Fransen começa a incluir ideias mais populistas no partido e começa a subir nas pesquisas de opinião. Isso aborrece seus colegas elitistas do partido.

Quarta (6),19h
A história da linha verde (The story of the green line) de Paniku Chrissanthou. Chipre. 2017. 113 min. Drama. 16 anos. Uma história na “linha verde” de Nicósia, onde um muro de barricadas e arame farpado divide uma cidade e um país. Após a guerra, vizinhos que viviam em harmonia se tornaram inimigos. Um soldado cipriota grego e um soldado cipriota turco guardam seus postos em lados opostos da linha e fazem um acordo para visitar suas antigas vilas. Uma jornada perigosa com motivos secretos, mas que prova que muros não podem dividir amizades verdadeiras.

Quinta (7), 17h
Palme (Palme) de Maud Nycander e Kristina Lindström. Suécia. 2012.105 min. Documentário. Livre. O filme trata da vida do Primeiro Ministro da Suécia, Olof Palme, baleado em Estocolmo, em 1986. Naquela noite de fevereiro, a Suécia transformou-se. Olof Palme mudou o país. Durante a sua vida, foi transportado dos enredos da classe alta para tomar o seu lugar entre os democratas socialistas. O habilidoso político foi motivado pela sua paixão à justiça social. Persuasivo, incitou os EUA a convocar o seu embaixador de volta para a Suécia. Admirado e odiado além do paralelo, cheio de entusiasmo, viajou o mundo inteiro e criou impressões, também influenciando a história. O filme sobre Olof Palme é uma viagem no tempo, em imagens e experiências.

Quinta (7), 19h
Zeus (Zeus) de Paulo Filipe Monteiro. Portugal. 115 min. Drama. 12 anos. Esta é a história real de Manuel Teixeira Gomes. Um escritor da literatura erótica é eleito Presidente da República – caso único no mundo. Promove políticas reformistas, apoia os operários. Mas, ao fim de 26 meses dá um basta. Vai para o Norte de África, convive com os nômades do deserto, instala-se na Argélia, e morre 15 anos depois. A sua vida deu um filme: um hino à vida, à liberdade, à coragem, ao sensualismo e à amizade.

Sexta (8), 17h
Pássaros, órfão e loucos (Vtáčkovia, siroty a blázni) de Juraj Jakubisko. 1969. 79 min. Drama. 12 anos. Dois rapazes, uma moça e um senhor louco enfrentam um mundo violento, louco, sem ideais, sem esperança, que relembra fortemente a atmosfera da sociedade na antiga Tchecoslováquia depois de agosto de 1968, quando houve a invasão das tropas soviéticas. Juntos, os amigos sobrevivem ali somente graças a sua “loucura” – mesmo com os horrores da invasão, tentam encarar a realidade de uma forma otimista e fantástica, conduzindo a vida baseada no princípio da brincadeira e da filosofia da alegria.


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