Florianópolis, Geral, Saúde - 07 Mar 2021 06:44

Hospital Universitário supera marca de mil cirurgias bariátricas em 20 anos

Hospital Universitário é referência estadual no tratamento cirúrgico da obesidade
Por: Direto da Redação TSF
 
Hospital Universitário supera marca de mil cirurgias bariátricas em 20 anos (Foto: divulgação)

Em Florianópolis, o Hospital Universitário já realizou mais de mil cirurgias bariátricas, desde que o serviço foi criado, em 2001, atendendo uma média de 70 a 80 pacientes aptos para este tipo de procedimento por ano. Os dados não consideram a derução de fluxo ocorrida com a pandemia. Os pacientes são encaminhados pela Unidade Básica de Saúde, através do Sistema Estadual de Regulação (Sisreg). O HU-UFSC é referência estadual neste serviço.

Os dados foram repassados pelo chefe do Núcleo de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do HU, o cirurgião bariátrico e do aparelho digestivo, Tiago Onzi, que explicou sobre o serviço no hospital e os critérios para este tipo de cirurgia, por ocasião do Dia Mundial da Obesidade, comemorado em 4 de março, com a meta de conscientizar sobre a necessidade de prevenção da obesidade e sobre os métodos de tratamento.

Segundo ele, o HU realiza cirurgias bariátricas desde que elas começaram a tornar-se o principal método de tratamento para pacientes obesos mórbidos.

- Os pacientes indicados para cirurgia bariátricas são os que têm obesidade grau III ou mórbida que são aqueles que possuem IMC maior ou igual a 40 ou ainda obesidade grau II, que são os que têm IMC entre 35 e 39, quando associados a comorbidades como Hipertensão arterial sistêmica, Diabetes Mellitus, Síndrome Metabólica, Apneia do Sono, Esteatose Hepática, Doença do Refluxo grave, Asma grave, Hernia de Disco, Artroses graves, dentre outras -, explicou, acrescentando que, além das indicações do IMC e comorbidades, os pacientes têm que ter obesidade instalada há pelo menos cinco anos e com tentativa de tratamento de pelo menos 2 anos clinicamente sem sucesso.

Onzi, que é chefe da Residência Médica em Cirurgia do Aparelho Digestivo, explicou que a equipe do HU foi moldada ao longo do tempo.

- As cirurgias começaram em 2001, quando eu ainda era residente, com cirurgias esporádicas no Serviço de Cirurgia Geral e Aparelho Digestivo do HU -, completa ele. Em 2005, foi formado o Núcleo de Cirurgia Bariátrica, comandado pelo então professor Ricardo Baratieri e em 2013 a equipe passou a contar com a chegada de profissionais das especialidades associadas.

O médico ressaltou que para ingressar no serviço e começar o processo de tratamento, é preciso seguir o fluxo da Secretaria do Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC), começando pela Unidade Básica de Saúde, que encaminha para consultas ambulatoriais. Então, o paciente recebe a indicação ou não de tratamento cirúrgico. Segue para as especialidades como Nutrição e Psicologia, que realizam grupos de atendimento e consultas individuais, após todo o processo de preparação, cujo tempo varia de um paciente para outro. Somente então, é encaminhado efetivamente para a cirurgia bariátrica, fase em que tem de participar de reuniões mensais juntamente com familiares de grupo de pacientes, além de consulta individual.

- Quando está pronto, ele entra em lista de espera com emissão da Autorização de Internação Hospitalar e aviso ao Sisreg, sendo que o tempo nesta lista tem levado em média três meses -, detalhou.

Tiago Onzi lembrou que o tratamento tem como parte central a cirurgia, mas é preciso destacar a importância da preparação pré-operatória e o acompanhamento pós-operatório. O paciente recebe alta após dois dias da cirurgia, volta em sete dias para a primeira avaliação e passa por reavaliações de 30 dias, três meses, seis meses, um ano e dois anos, com alta ambulatorial após três anos, sempre com a possibilidade de voltar após este período, se necessário.

O médico explicou que o HU usa as técnicas aprovadas pelo Conselho Federal de Medicina: Bypass Gástrico em Y Roux, Gastrectomia Vertical (mais conhecida como Sleeve) e eventualmente o Duodenal Switch para casos bem específicos.

- E por sermos serviço de referência estadual temos realizado bastante cirurgias revisionais, já que recebemos pacientes que realizaram cirurgias em outras localidades e até outros estados e que eventualmente necessitam de uma revisão do procedimento por algum problema que pode existir -, afirmou. Conforme o especialista, após esforços conjuntos da equipe e da direção do HU-UFSC, o hospital tem conseguido realizar as cirurgias muitas vezes de forma laparoscópica, o que proporciona uma recuperação muito mais rápida e mais confortável aos pacientes.


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