Florianópolis, Manezinhos pelo Mundo, Trabalho - 06 Nov 2017 23:51

Ícone do fotojornalismo, Mafalda recebe homenagem durante os Jasc

Fotojornalista inspirou gerações de repórteres em todo o Brasil
Por: Direto da Redação TSF
 
Ícone do fotojornalismo, Mafalda recebe homenagem durante os Jasc Emocionado, Mafalda recebeu uma placa da Fesporte (Foto: Alessandro Koizumi / Divulgação)

O fotógrafo de Florianópolis Antônio Carlos Mafalda, de 69 anos, foi homenageado na tarde desta segunda (6), durante os 57º Jogos Abertos de Santa Catarina, que estão sendo disputados em Lages.  A iniciativa da Fesporte foi um tributo ao trabalho na imprensa prestado por Mafalda em seus 50 anos de profissão.

- Escolhemos um profissional consagrado para representar toda a imprensa, que tanto trabalha e se dedica aos Jogos Abertos de Santa Catarina -, destacou Erivaldo Caetano, o “Vadinho”, presidente da Fesporte, que entregou uma placa a Mafalda no Ginásio Jones Minosso.

Antônio Carlos Mafalda iniciou a carreira aos 19 anos, no Jornal da Produção, em Carazinho, no Rio Grande do Sul. Desde então não parou mais de fotografar e fazer reportagens. No Brasil e no Exterior. Foi editor de diversos jornais em todo o país, cobriu Copas do Mundo, Olimpíadas, foi correspondente na Europa, registrou ditaduras na Argentina, Uruguai, Chile e Brasil, e esteve presente na guerra Irã-Iraque. Sua primeira cobertura dos Jasc foi em Joaçaba, em 1988.

Emocionado, Mafalda compartilhou o prêmio com o povo lageano. Elogiou a receptividade dos anfitriões dos 57º Jogos Abertos:

- Gostaria de dividir esta homenagem com todos aqui presentes. É um orgulho receber esta honraria -, disse.

Gaúcho radicado em Floripa há muito sanos, Mafalda se submeteu há três anos a um transplante de fígado, da qual conseguiu se recuperar, com alguma dificuldade. Em 2014, ele foi homenageado pela Associação Catarinense de Imprensa, durante o 7º Encontro da Imprensa Catarinense, em Chapecó.

Mafalda iniciou no jornalismo em 1969, fundando dois jornais no interior do Rio Grande do Sul - Jornal da Produção, em Carazinho e Tribuna da Produção, em Palmeira das Missões. Nos anos 70, ingressou no jornal Zero Hora, onde permaneceu por 15 anos, e se tornou correspondente na Europa entre 1980 e 1982. De volta ao Brasil, trabalhou na Revista Senhor (SP), Folha de São Paulo (SP) e nas revistas Afinal, Veja e Placar.

De 1987 a 1992 foi editor de fotografia do Diário Catarinense,em Florianópolis, comandando o processo de introdução da cor nas páginas do veículo. Entre 1998 e 1999 respondeu pela editoria de fotografia do jornal O Estado, também em Florianópolis.

Em 2001 fundou a Mafalda Press, sua própria agência de fotografia. Também atuou na Secretaria de Comunicação Social do Governo do Estado de Santa Catarina em duas diferentes gestões.

Nesses mais de 40 anos de profissão, cobriu três Copas do Mundo, a queda do presidente Juan Maria Bordaberry no Uruguai, a ditadura na Argentina, a guerra do Irã-Iraque, tendo recebido diversos prêmios, entre eles o Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Também registrou imagens nos chamados anos de chumbo e acompanhou o processo de redemocratização do Brasil. Trabalhou na Fórmula Um por 15 anos, e viu de perto a ascensão e desaparecimento do ídolo Ayrton Senna.


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