Florianópolis, Geral, Polícia - 23 Nov 2021 00:21

Juíza da 1ª Vara Federal recebe denúncia referente à Operação Chabu

Cinco dos acusados agora serão réus e responderão por diversos crimes
Por: Direto da Redação TSF
 

A juíza Janaina Cassol Machado, da 1ª Vara da Justiça Federal em Florianópolis, acatou a denúncia feita pelo Ministério Público contra cinco dos 10 indiciados no caso que ficou conhecido como Operação Chabu, deflagrada na Capital em 2019. O delegado da Polícia federal Fernando de Moraes Caieron, o policial rodoviário federal Marcelo Roberto Paiva Winter, o empresário José Augusto Alves, o funcionário público estadual Luciano Veloso Lima e o representante comercial Luciano da Cunha Teixeira agora se tornam réus e devem ser julgados por crimes de violação de sigilo funcional, embaraço ou impedimento de investigação sobre organização criminosa e contrabando.

Segundo o inquérito da Polícia Federal e a denúncia do MPF, o grupo teria violado sigilo em prejuízo da Administração Pública e atrapalhado investigações contra supostas organizações criminosas. A acusação alega que informações obtidas por autoridades policias durante investigações teriam sido repassadas a envolvidos ou a grupos políticos com interesse nos fatos.

Em 2019, no início da Operação Chabu, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, teve seu nome incluído entre os denunciados. Gean chegou a ser preso pela Polícia Federal, mas acabou solto em dois dias. Em junho de 2020, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região rejeitou denúncia contra Gean e quatro das acusações contra ele foram arquivadas por falta de provas.

Em 2019, a Justiça chegou a determinar o uso de tornozeleiras eletrônicas para cinco dos acusados, mas a decisão acabou sendo derrubada pela desembargadora federal Salise Monteiro Sanchotene, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

A mesma juiza Janaina Cassol, que nesta segunda (22) aceitou a denúncia do MPF, determinou no início da Operação Chabu o recolhimento de passaportes e o uso de tornozeleira a dez investigados na operação, por entender que existia efetivo risco de fuga por parte de um deles.

Desde então, os acusados vêm cumprindo outras medidas cautelares estabelecidas pelo TRF4, como o comparecimento mensal em juízo, a proibição de manter contato com os demais investigados e a vedação de se ausentar, sem autorização judicial prévia, do estado de SC.

Gean Loureiro sempre negou ter vazado informações privilegiadas. Os demais suspeitos todos tamvbém negaram envolvimento nos crimes ou informara, através de seus advogados, que somente se manifestaram em juízo.


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