Florianópolis, Geral, Polícia - 11 Out 2021 17:19

Justiça condena a 23 anos homem que matou transexual em Canasvieiras

Junior Everton Menegildo tinha 29 anos na época do crime, ocorrido em 2018
Por: Direto da Redação TSF
 
Justiça condena a 23 anos homem que matou transexual em Canasvieiras Camylla Roberta foi morta a pauladas (Foto: Divulgação)

O Tribunal do Júri da comarca de Florianópolis condenou Junior Everton Menegildo, de 32 anos, a uma pena de 23 anos de cadeia em regime fechado, pelo crime de feminicídio cometido em Florianópolis, em 2018. De acordo com a Polícia, Junior matou a pauladas sua namorada, a transexual Kamylla Roberta, então com 26 anos. O crime ocorreu no interior de um apartamento, no bairro Canasvieiras, no Norte da Ilha.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Os dois mantinham uma relação íntima há alguns meses antes do crime. Em determinada noite, Junior esperou Kamylla dormir para atacá-la com uma barra de ferro. Depois disso, ele fugiu do local, levando o carro da vítima, para Chapecó, mas acabou peso um mês depois, em Itapema, quando circulava com o Ford Ka da vítima pela rua 902.

A Polícia também descobriu que Junior possuía outras 60 passagens pela polícia por crimes de roubo, furto, tráfico e receptação. Além do assassinato de Kamylla, ele também foi condenado pelo crime de furto e, por isso, recebeu a pena de 14 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. Ele teve negado o direito de recorrer em liberdade.

Camylla era natural de São José dos Campos, interior de São Paulo, e costumava se prostituir nas ruas do bairro Canasvieiras. Na sua página no Facebook, Camylla costumava postar lives (vídeos transmitidos ao vivo) enquanto aguardava por clientes, entre outras colegas de trabalho, nas calçadas do Centrinho de Canasvieiras.

(Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação)

Desde que a Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015, incluiu no Código Penal a circunstância qualificadora de homicídio, o chamado feminicídio, essa foi uma das primeiras vezes que os jurados do TJSC reconheceram que o crime contra uma mulher transexual foi cometido por razão da condição do sexo feminino. O juízo destacou que o réu ainda responde a outras quatro ações penais, o que “indica habitualidade na prática delitiva” e, de acordo com o magistrado Mônani Menine Pereira, se ficasse livre continuaria a cometer crimes.

- A condenação hoje afirmada e a consequente manutenção da prisão é, segundo estimo, uma resposta do Estado que pode, ainda que mínima e tardiamente, consolar o coração dos parentes e amigos da vítima, com a afirmação implícita pelo resultado deste julgamento, de que crime não foi tocado pela impunidade -, anotou na sentença o magistrado.

Em 2012, Junior Everton, então com 23 anos, virou notícia após encontrar um bebê de apenas dois dias, abandonado numa sacola, numa rua de Chapecó. O recém-nascido estava enrolado com uma manta e dentro de uma sacola jogada num terreno baldio, na rua Licínio Córdova.


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