Palhoça, Polícia - 25 Out 2019 17:29

Justiça mantém prisão de acusados de linchar e matar rapaz em Palhoça

Acusados vão seguir presos até julgamento
Por: Direto da Redação TSF
 
Justiça mantém prisão de acusados de linchar e matar rapaz em Palhoça No detalhe, Deivid, espancado até a morte (Foto: divulgação)

A Justiça da comarca de Palhoça decidiu manter presos preventivamente os três réus acusados de participação em um linchamento que resultou em morte no último dia 17 de setembro, em um posto de combustíveis do bairro Aririú, em Palhoça. Os três foram denunciados pela prática do crime de homicídio por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, identificada como Deivid Duarte da Silva, de 20 anos.

Deivid não tinha antecedentes criminais. No entanto, familiares confirmaram que ele havia participado do roubo cometido contra um motorista de aplicativo, na véspera. Deivid não teria agido ativamente no assalto, mas emprestou um carro aos bandidos.

 (Foto: divulgação) (Foto: divulgação)

Horas depois do roubo, o veículo foi reconhecido por amigos da vítima de assalto, que perseguiram Deivid até um posto de combustíveis, onde ocorreu o espancamento até a morte.

Os advogados dos três acusados chegaram a ingressar com pedidos de revogação das prisões preventivas, mas não foram atendidos. Eles argumentaram que não havia motivos para a segregação cautelar, já que os três possuem trabalhos lícitos, residência fixa e são réus primários. Também sustentaram que não fugiram do local do crime, tampouco buscaram dificultar as investigações ou ameaçar testemunhas.

A juíza Cintia Werlang, no entanto, negou os pleitos. Em decisão publicada no fim da tarde de quinta (24), a magistrada destacou que a manutenção da segregação cautelar se faz necessária não só para garantir a ordem pública mas também a fim de impedir que os réus prejudiquem a instrução criminal intimidando as testemunhas. Conforme observado pela juíza, testemunhas informaram à autoridade policial que foram impedidas de auxiliar a vítima no dia dos fatos.

- Reforço que o crime foi grave, brutal e alcançou grande repercussão. A soltura prematura dos réus levará à sensação de que suas condutas não foram reprováveis e encorajará atos de vingança privada, o que não se pode permitir -, anotou a juíza.


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