BR-282, Geral, Imagem TSF, São José, Saúde - 09 Ago 2013 11:48

Lixão improvisado na Via Expressa serve de cracolândia a céu aberto

Espaço na margem da Rodovia reúne usuários de crack no cartão postal de entrada de Florianópolis
Por: Róbinson Gambôa
 
Lixão improvisado na Via Expressa serve de cracolândia a céu aberto Homem de boné azul consome o crack, enquanto segura um isqueiro com a mão direita. (Foto: Róbinson Gambôa/Tudo Sobre Floripa)

O início da BR-282, a Via Expressa que liga a BR-101 à entrada de Florianópolis, é caminho obrigatório a todos os motoristas que chegam na Capital, principalmente os turistas. Para quem entra na Ilha pela primeira vez, o trecho serve cartão de boas vindas aos visitantes. No meio deste cenário urbano que compõe as belezas naturais da cidade, uma cena diferente permanece disponível, a céu aberto, para quem quiser contemplar. No meio de um pequeno lixão improvisado, à beira da Rodovia, próximo ao viaduto que cruza sobre a avenida Josué di Bernardi, em São José, moradores de rua e usuários de drogas consomem crack à luz do dia.

O espaço é conhecido como a cracolândia de São José, e reúne homens e mulheres que aparentemente sofrem com a dependência química. Moradores das proximidades contam que por vezes, sob o efeito devastador do crack, alguns perambulam de lado a outro da Via Expressa, atrapalhando o trânsito e colocando em risco a própria vida e a de outras pessoas.

Na manhã desta sexta-feira (9), o portal Tudo Sobre Floripa flagrou um grupo reunido no local, junto ao lixo acumulado. Pelo menos uma das pessoas, um homem de boné azul, consumia crack no momento da foto. Aproximando a imagem, é possível perceber que ele segura um isqueiro com a mão direita, enquanto inala a droga com a esquerda.

Em Florianópolis, a cracolândia vem se formando a alguns anos na região conhecida como Aterro Central, onde o Governo Federal mandou desativar a pouco tempo o Direto do Campo e também um estacionamento particular. Enquanto a Prefeitura promete iniciar ali uma obra de alto investimento para instalar uma área pública de convivência. Mas nem mesmo a cerca de proteção ao aterro, orçada em R$ 250 mil, foi colocada até agora.
Enquanto o projeto não sai do papel, a cracolândia da capital segue ativa nas 24 horas do dia, frequentada por moradores de rua e outros dependentes químicos.

Em Florianópolis, cracolândia se mantém firme no Aterro Central, onde o crack é consumido à vontade. (Foto: Róbinson Gambôa/Tudo Sobre Floripa) Em Florianópolis, cracolândia se mantém firme no Aterro Central, onde o crack é consumido à vontade. (Foto: Róbinson Gambôa/Tudo Sobre Floripa)


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