Florianópolis, Polícia - 16 Mai 2018 23:35

Matador do PCC é condenado a 42 anos por mortes no Norte da Ilha

Integrante de facção criminosa é condenado a 42 anos de prisão por homicídios na Capital
Por: Direto da Redação TSF
 
Matador do PCC é condenado a 42 anos por mortes no Norte da Ilha Julio, no momento em que foi presologo após os ataques às delegacias (Foto:Divulgação)

Um dos homens apontados pela Polícia como responsável por pelo menos dois assassinatos relacionados à disputa entre traficantes por pontos de venda de drogas em Florianópolis foi condenado a 42 anos de prisão, em sessão do júri ocorrida na terça (15), na Capital. Júlio César de Jesus Dias foi considerado culpado por dois homicídios e uma tentativa de homicídio.

De acordo com a denúncia apresentada pela 36ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, os crimes ocorreram no Norte da Ilha, em Florianópolis, onde o tráfico é comandado pelo PGC catarinense.

Segundo a investigação da Polícia, as vítimas Marcos Antônio da Silva Júnior e Cleiton Natalino da Silva foram expulsos do Morro do Siri por uma facção rival. Os dois pediram para o amigo Leonardo Morche Garcia levá-los ao bairro da Cachoeira do Bom Jesus, onde buscariam uma nova residência. Ao chegarem na Cachoeira, os três foram surpreendidos por outro veículo, no qual estava Júlio César, que desembarcou com arma em punho e passou a disparar contra os três Leonardo e Marcos Antônio morreram na hora. Cleiton se deitou no banco traseiro e em seguida conseguiu fugir.

Conforme sustentou o Ministério Público, o réu foi considerado culpado pelos homicídios consumados e tentado, todos duplamente qualificados por motivação torpe e impossibilidade de defesa pela vítima.

A pena aplicada pelo Juízo da vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital, de 42 anos de prisão, deverá ser cumprida em regime inicial fechado. O réu ainda pode recorrer da decisão, mas teve negado o direito de fazê-lo em liberdade.

(Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação)

Júlio César, conhecido como Cesinha, nasceu no Paraná e também teria sido o mandante de atentados que ocorreram contra delegacias de Polícia Civil na Capital.  A investigação da Polícia também concluiu que Julio era o principal articulador do PCC paulista em Santa Catarina, tendo contatos com o comando da organização em São Paulo.

Em 2015, chegou a ser transferido para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima em Mossoró, no Rio Grande do Norte, mas logo retornou ao sistema prisional catarinense.


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