Cultura, Florianópolis, Geral, Manezinhos pelo Mundo, Turismo - 22 Dez 2013 07:00

Museu do Palácio expõe suas obras “ocultas”, como Garibaldi e Anita

Oito quadros do acervo estão abertos a visitação desde sexta-feira (20)
Por: Róbinson Gambôa
 
Museu do Palácio expõe suas obras “ocultas”, como Garibaldi e Anita Primeira Missa no Brasil, de Sebastião Vieira Fernandes, de 1921 (Foto: reprodução/FCC/divulgação)

O Museu Histórico de Santa Catarina, que funciona no Palácio Cruz e Sousa, na Praça XV de Novembro, está expondo oito obras do acervo de sua coleção de arte. A mostra, intitulada “A exposição Portas Abertas: o acervo oculto do Museu Histórico de Santa Catarina”, foi aberta ao público na sexta-feira (20), e segue até 2 de fevereiro.

O espaço é administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC). Segundo os organizadores, a exposição aproxima o público de personagens que marcaram diferentes momentos da história catarinense. Entre os trabalhos expostos, estão criações de Sebastião Vieira Fernandes, Martinho de Haro, Darkir Parreiras e L. Auj. Moreau.

De Darkir Parreiras, artista morto em 1967, será exposto o quadro “O Extermínio da Família Dias Velho”. Feita em 1927 com a técnica de óleo sobre tela, a obra retrata o bandeirante paulista, Francisco Dias Velho, fundador do povoado da Ilha de Santa Catarina, e sua família. Do mesmo autor, será exposto ainda o trabalho “Garibaldi e Anita”, de 1921. O óleo sobre tela mostra Anita, conhecida por ser uma lenda nas lutas liberais nos dois lados do Atlântico e, por isso, é conhecida como “Heroína dos dois mundos”, e Giusepe Garibaldi, revolucionário italiano que participou da Revolução Farroupilha em terras catarinenses.

O pintor L. Auj. Moreau é representado por duas telas: “Retrato de Jacinto José da Luz”, de 1885, que traz o abastado comerciante na região de Desterro, esposo de Joaquina Ananias Neves e pai do ex-governador Hercílio Luz. E “Barão de Cheneburg”, do mesmo ano, com a imagem de Maximiliano Von Schneéburg, alemão que morou no Brasil e por cerca de 40 anos se dedicou ao governo como capitão do Imperial Corpo de Engenheiros e diretor da colônia Itajahy (Itajaí), cujo cargo ocupou até 1867.

Sebastião Vieira Fernandes (1866 -1943) é lembrado com a obra “São Gerônimo”, cujo ano não foi identificado, no qual retrata o santo que foi escritor e intelectual erudito, dono de uma das mais célebres bibliotecas do mundo e também conhecido por transpor pela primeira vez o Antigo Testamento em hebraico para o latim.

Do mesmo autor, o público poderá contemplar, ainda, o trabalho “Primeira Missa no Brasil”, uma cópia de 1929 da célebre obra de Vitor Meirelles (1860), em referência ao momento histórico que representa o contato oficial dos europeus com os indígenas no Brasil. Sebastião foi discípulo e aluno de Meirelles em 1866 na Academia Imperial de Belas Artes.

De Martinho de Haro, será exposta a obra “O Gaúcho”, de 1976, em óleo sobre tela. A exposição traz ainda o quadro “Almirante Jesuíno Lamego Costa” (Barão de Laguna), de autoria e data não identificadas, com a imagem de Jesuíno Lamego Costa (1811-1886) natural de Laguna, que além de militar foi deputado geral (1860 a 1872) e senador (1872 a 1886) do Império Brasileiro.


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