Florianópolis, Geral, Polícia, Política - 29 Mai 2020 16:02

Operação da PF prende em Floripa ex-assessor da Secretaria de Educação

Além dele, foi presa a ex-vice presidente da OAS que tentou comandar as creches em Florianópolis
Por: Direto da Redação TSF
 

Duas pessoas foram presas em Florianópolis pela Polícia Federal na quinta (28), dentro da Operação Camilo, que investiga suspeitas de desvios de dinheiro em contratos com empresas prestadoras de serviços médicos em três estados brasileiros. Outras 13 pessoas foram presas fora de Santa Catarina, entre elas a ex-vice presidente da Associação São Bento, que chegou a comandar a gestão das creches em Florianópolis, mas teve seu contrato rompido.

De acordo com a Polícia, a Associação São Bento seria uma das empresas laranja utilizadas pela Abrassi (Associação Brasileira do Bem Estar Social, Saúde e Inclusão), com sede no Rio de Janeiro, para obter contratos fraudulentos e superfaturados com os municípios. Em Florianópolis, a aprovação da chamada terceirização das creches, passando a gestão para empresas contratadas como a São Bento gerou amplo debate na Câmara de Vereadores, que acabou autorizando a Prefeitura a contratar o pessoal da Abrassi.

A ex-presidente da São Bento, Lucia Bueno Mainieri, foi presa na operação desta quinta (29) mas a associação já foi denunciada pelo Ministério Público por desvio em hospital na cidade gaúcha de Dois Irmãos.

Os dois presos em Florianópolis são o empresário Michel Becker, um dos sócios de uma empresa de alimentação de Santa Catarina, administrada pela Abrassi, que prestava serviços para o Hospital no RS, e Julio Cesar da Silva, que até fevereiro ocupava um cargo em comissão na Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis. Sua construtora tem contrato com a Abrassi.

Os advogados de Lucia, Julio Cesar e Michel ainda não se manifestaram a respeito do caso, o que pode ocorrer ainda nesta semana.

Entre os demais presos pela Polícia Federal na mesma Operação Camilo está o prefeito de Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, Rafael Barros (PSDB). Por lá, o esquema rendeu pelo menos R$ 15 milhões em dinheiro desviado. Entre os outros presos estão empresários, um advogado e até um policial militar da reserva.

Além de 15 presos, foram cumpridos 61 mandados de busca e apreensão em 17 municípios dos Estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, de São Paulo e do Rio de Janeiro. Foram apreendidos 31 veículos e R$ 400 mil em espécie.


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