Florianópolis, Palhoça, Polícia - 17 Mai 2020 00:34

Polícia investiga grupo criminoso que frauda ligações clandestinas de energia

Maioria dos imóveis envolvidos ficam no Norte da Ilha
Por: Direto da Redação TSF
 
Polícia investiga grupo criminoso que frauda ligações clandestinas de energia (Foto: divulgação)

Numa operação batizada de “Habite-se”, a Polícia Civil investiga em Florianópolis um grupo de construtores do Norte da Ilha suspeitos de obter ligações de energia clandestinas utilizando documentos falsos. Na sexta (15), agentes da Delegacia de Crimes Ambientais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) cumpriram 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça em nove endereços em Floripa e dois Palhoça.

A operação foi coordenada pela delegada da DEIC, Beatriz Ribas. Segundo ela, é investigada a participação de funcionários de uma empresa terceirizada que presta serviços para a Celesc no esquema de ligações clandestinas. A ocupação irregular no Norte da Ilha e em outras regiões da Grande Florianópolis gera diversos problemas sociais e de segurança pública nessas áreas.

A operação Habite-se é uma nova fase das operações Curto Circuito 1 e 2, que apuraram diversas fraudes na Celesc, incluindo participação de funcionários da companhia. Agora, na Habite-se, as buscas por provas se relacionam também com as práticas criminosas de um funcionário da companhia.

O esquema criminoso permitia a ligação clandestina de centenas de residências na Grande Florianópolis, a maioria no Norte da ilha. Segundo as investigações, eletricistas e construtores tinham um esquema de entregar a documentação para uma nova ligação da Celesc para esse funcionário da companhia, que inseria, de forma irregular, o cadastro da construção clandestina no sistema, de modo que pudesse ter a ligação “regularizada”, finalizada pelos eletricistas de uma prestadora de serviço terceirizada.

A operação Curto Circuito foi deflagrada em agosto de 2019. Começou quando a própria Celesc constatou a irregularidade no pagamento à empresa de seguros de vida, que tinha cobrança de clientes pela conta de energia, através de convênio. Os valores desviados entre 2009 e 2017 foram de aproximadamente R$ 10,6 milhões, que, atualizados, resultam em R$ 17 milhões de prejuízo à companhia estatal. A partir dos crimes descobertos na Curto Circuito, a Polícia Civil começou a investigar mais fraudes na Celesc, como é que apurada agora na operação Habite-se.


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