Agricultura, Geral, Palhoça, Trabalho - 02 Mai 2018 19:09

Safra da tainha começa com vento Sul e queda na temperatura em Palhoça

Nessa primeira fase, até 31 de dezembro, a pesca está liberada aos pescadores artesanais que praticam o “arrasto de praia”
Por: Direto da Redação TSF
 
Safra da tainha começa com vento Sul e queda na temperatura em Palhoça (Foto: Arquivo Sec. Maricultura, Pesca e Agricultura / Divulgação)

Começou oficialmente na terça (1º) a temporada da safra da tainha /2018, para pescadores artesanais que praticam o tradicional “arrasto de praia”. O esperado Vento Sul, que anuncia a chegada das tainhas que se deslocam da costa argentina em busca de águas catarinenses para se reproduzirem, apareceu no final da tarde. Para os pescadores mais experientes, também é prenúncio de que as temperaturas vão cair.

Em Palhoça, os pescadores artesanais estão otimistas, com a possibilidade de superar a temporada 2017, quando foram capturados quase 40 mil peixes com rede de arrasto na cidade. Nessa primeira fase, entre 1º de maio e 31 de dezembro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (incluindo pesca), deu sinal verde aos pescadores artesanais incluídos na modalidade “desembarcada ou não motorizada”, mais conhecida como “arrasto de praia”.

José Henrique Francisco dos Santos, secretário adjunto de Maricultura, Pesca e Agricultura em Palhoça, revela que o município conta com pouco mais de 300 pescadores de arrasto, que tripulam onze embarcações, principalmente na região sul. Os pescadores de Palhoça estão animados com as previsões elaboradas a partir de dados climáticos liberados pela Epagri / Ciram, com previsão de ventos de Sudeste na primeira semana de maio e vento Sul a partir do dia 7.


Lanço de tainhas registrado semana passada na Praia da Pinheira,ainda antes da abertura oficialda temporada (Foto: Divulgação)Lanço de tainhas registrado semana passada na Praia da Pinheira,ainda antes da abertura oficialda temporada (Foto: Divulgação)

O arrasto de praia é o mais tradicional entre as modalidades da pesca artesanal da tainha. Essa pescaria tem algumas etapas, que já fazem parte do folclore do litoral. O “olheiro” é uma peça fundamental nesse tipo de pesca. É um experiente pescador, geralmente um veterano, dotado de boa visão e senso de observação, para detectar a aproximação do cardume à praia. Ele costuma vagar pela praia, solitário, fustigado pelo vento sul, às vezes durante horas, sempre de olho no mar, a procura de um sinal que indique a chegada das tainhas. A vigília pode acontecer a partir de um rochedo, um ponto mais alto e privilegiado.

Quando o olheiro avista um cardume, ele dá o sinal, geralmente agitando um casado, um pedaço de pano – nos dias de hoje, para sinalização noturna, pode ser usada lanterna de um celular.

O sinal do olheiro agita de imediato os pescadores que formam uma equipe. Uma canoa não motorizada, movida a remos, é rapidamente lançada ao mar e começa o cerco ao cardume. O comprimento da rede é bastante variável. À medida que o cerco se fecha, a rede vai adquirindo o formato de um saco, onde os peixes se acumulam. Ela é arrastada para a praia através de cabos presos às extremidades, contando com a participação, além dos pescadores diretamente envolvidos, de outras pessoas da comunidade e até visitantes e turistas. A colaboração é compensada com peixes. Por isso, a pesca de arrasto é uma atividade muito pitoresca e já faz parte do folclore das comunidades.

Além do arrasto de praia, os pescadores de Palhoça também praticam a modalidade do emalhe costeiro. A Secretaria de Maricultura, Pesca e Agricultura informa que 90 % das embarcações de Palhoça são de emalhe costeiro. O secretário adjunto disse que os pescadores de emalhe costeiro e industriais ainda esperam que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publique uma portaria com as regras de captura para essa temporada de pesca da tainha.

A pesca da tainha na modalidade emalhe costeiro, rede de malhar, que não utiliza anilha, será liberada a partir de 15 de maio, com final em 15 de outubro. Através da modalidade de cerco com traineira, a pesca está liberada entre primeiro de junho e 31 de julho.

(Foto: Arquivo Sec. Maricultura, Pesca e Agricultura / Divulgação)(Foto: Arquivo Sec. Maricultura, Pesca e Agricultura / Divulgação)


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