Florianópolis, Social, Trabalho - 24 Jul 2013 11:23

Secretário descarta internação compulsória para coibir cracolândia no aterro

Experiência de São Paulo, recolhendo usuários à força para tratamento, é modelo fracassado, garante Alessandro Abreu
Por: Róbinson Gambôa
 
Secretário descarta internação compulsória para coibir cracolândia no aterro Secretário Alessandro Abreu visitou o centro Pop nesta quarta-feira (24). (Foto: divulgação)

O problema da cracolândia que começa a tomar forma na área do aterro central de Florianópolis, onde recentemente foram desativados o Direto do Campo e também um estacionamento particular, não será resolvido através de internações compulsórias, ou seja, conduzindo os usuários à força para centros de tratamento para dependentes químicos. De acordo com o secretário Municipal de Assistência Social da Capital, Alessandro Abreu, a medida seria um “tiro no pé”, comprometendo todo o trabalho que vem sendo feito no acompanhamento dessas pessoas.

- Já se tem estudos feitos sobre isso. Em São Paulo, o pessoal hoje não pode ver as equipes da assistência social que já correm, ninguém mais consegue se aproximar. A ideia fracassou e agora não se consegue mais reverter -, revelou.

Segundo o secretário, a forma adequada de se combater o problema é adquirindo aos poucos a confiança dos usuários do crack, estabelecendo com eles um laço afetivo, explicou Abreu, comentando a situação durante sua visita ao Centro Pop, na passarela Nego Quirido, que vem sendo improvisada para atender os moradores de rua durante o período do frio mais intenso.

Abreu lembrou que as equipes da Prefeitura atuam na abordagem à população de rua conforme técnicas e critérios estabelecidos pelos estudos feitos de acordo com as normas do Serviço Social. Convencer as pessoas a aceitarem ajuda, como tratamento contra a dependência química, é o maior desafio.

- Não podemos obrigar ninguém a se tratar - , explicou.


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