Aeroporto, Florianópolis, Geral, Saúde, Turismo - 19 Mar 2020 19:55

Sem hotéis, casal argentino dorme no Aeroporto de Floripa com filho autista

Romina, Martin e Julian denunciaram a situação á imprensa de Buenos Aires
Por: Direto da Redação TSF
 
Sem hotéis, casal argentino dorme no Aeroporto de Floripa com filho autista (Foto: La Nacion / divulgaçção)

O casal de argentinos Romina e Martín estão em Florianópolis desde sexta (13). Eles vieram passar alguns dias de descanso com o filho Julian, de sete anos, que é autista. As restrições de tráfego e o fechamento das passagens de fronteira devido à pandemia de coronavírus Covid-19 acabou deixando os três retidos na cidade. Nesta quinta (19), a história dos dois foi publicada pelo diário argentino La Nacion.

- Nada aconteceu aqui. Até ontem nós passávamos férias em silêncio. Mas ontem à noite o Exército saiu para a rua e começou a colocar as pessoas em quarentena. Os hotéis fecharam, então não temos para onde voltar -,disse ela,se referindo à Polícia Militar.

- Nosso voo de volta estava marcado para 25 de março pela companhia aérea Gol, mas foi cancelado. A agência de viagens não nos dá uma resposta. Preenchemos o formulário do Ministério das Relações Exteriores e ligamos para explicar que temos um filho com deficiência e que só temos remédios até no dia 28 de março, porque planejávamos voltar no dia 25 - , completou Romina.

- Quando chegamos ao aeroporto e o hotel fechou, ficamos na rua. Aqui no aeroporto, a companhia aérea diz que não pode fazer nada ou se encarregar de nada -, lamenta ela.

- Encontramos um número do WhatsApp no consulado para o qual escrevemos e eles nos bloquearam quando dissemos que íamos entrar em contato com a imprensa. Não temos nada para comer ou beber no aeroporto. Também não temos onde dormir. Não sabemos o que fazer e estamos esperando o presidente falar para descobrir o que vai acontecer conosco -, reclamou a mulher.

- Não há hotéis, eles não alugam apartamentos para você. Você não tem onde ficar e aqui no aeroporto que já nos disseram que ficará fechado por 15 dias. Ele só reabre em 4 de abril -, completou.

- Eles não nos dão prioridade por causa de Julián. Eles nem sequer nos oferecem um copo de água ou algo para deixá-lo confortável. Por enquanto, ele não está passando por uma crise, mas não sabemos se ele os terá durante o dia -, revelou ela.

Como explicou Romina, no total existem 80 argentinos que estão na mesma situação que sua família em Florianópolis.


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