Florianópolis, Geral, Saúde, Trabalho - 08 Jan 2018 13:51

Servidores do Hospital Florianópolis entram em greve mais uma vez

Salários atrasados e falta de insumos para se trabalhar são as principais reclamações
Por: Direto da Redação TSF
 
Servidores do Hospital Florianópolis entram em greve mais uma vez (Foto: Divulgação)

Os funcionários do Hospital Florianópolis, situado na região Continental da Capital, entraram mais uma vez em greve na manhã desta segunda (8). O SindSaude, que representa a categoria, exige o pagamento integral dos salários atrasados, a emissão dos contracheques, pagamento das multas devidas pelo atraso salarial de dezembro e a garantia de que não vão ocorrer punições aos trabalhadores grevistas.  Alem disso, a categoria quer a reposição de insumos, materiais e medicamentos em falta no Hospital.

O prazo para o pagamento dos salários referentes a dezembro venceu no sábado (6) e até o momento a SPDM, organização social responsável pela administração do HF, não se comunicou com Sindicato ou trabalhadores para prestar justificativas ou dar qualquer previsão de regularização.

Em Santa Catarina, além do HF, a SPDM também administrava o SAMU e o Hospital Regional de Araranguá. Assim como no HF, nessas outras duas unidades, os problemas de gestão e atrasos salariais eram recorrentes, o que levou a Secretaria do Estado da Saúde (SES) a rescindir ambos os contratos com a empresa paulista.

O SAMU também viveu um fim de ano de incertezas, com greve por atraso salarial seguida pelo rompimento do contrato com a SPDM e o começo de uma nova novela para garantir o recebimento das rescisões, o que só aconteceu na justiça.

O Sindicato espera que, se for o caso de um novo rompimento de contrato, a SES, desta vez, planeje a transição para garantir o cumprimento dos direitos das trabalhadoras e trabalhadoras, bem como a recontratação de todos os profissionais por uma eventual nova administradora, garantindo também que não haja interrupção dos serviços e que a população não fique prejudicada.

Desde 2013, o Hospital deixou de ser 100% público e passou a ser gerido pela Organização Social. De lá para cá, as metas contratuais diminuíram 30%. Os serviços são realizados pelos servidores públicos remanescentes e por cerca de 500 trabalhadores contratados pela empresa. Nos últimos quatro anos, várias especialidades já foram fechadas. Somente quatro, dos dez leitos de UTI estão funcionando, como também as cirurgias eletivas e o atendimento de emergência foram temporariamente suspensos em julho de 2017. O orçamento mensal do HF é de cerca de R$ 4 milhões, sendo que 49% é gasto em folha de pagamento.


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