Esportes, Florianópolis, Geral, Saúde - 10 Mai 2020 22:07

Surfista de Floripa doa prancha para campanha às vítimas do coronavírus

Ideia é levantar recursos para famílias atingidas pela pandemia
Por: Direto da Redação TSF
 
Surfista de Floripa doa prancha para campanha às vítimas do coronavírus (Foto: divulgação)

Por Agência Brasil

O surfista Lucas Silveira, que mora em Florianópolis, ofereceu uma de suas pranchas para uma campanha que tem o objetivo de levantar recursos para famílias atingidas pela pandemia. Se em tempos de coronavírus se multiplicam a incerteza e a insegurança, também proliferam demonstrações de solidariedade.

- Um dos maiores problemas que temos a partir desta pandemia, são os efeitos colaterais dela. A questão da economia e das pessoas que não podem trabalhar. Grande parte das pessoas no Brasil sai para trabalhar fora para garantir o sustento diário de sua família. Diante deste panorama começou uma onda de solidariedade crescente. Assim, fiz algumas doações e me juntei a uma instituição que tem como ênfases a sustentabilidade e a educação ambiental, mas que está com o projeto de atender quase 2 mil famílias em 10 comunidades de 5 estados do Brasil no atual contexto -,declarou Lucas.

A prancha doada está sendo rifada pela internet, e há a expectativa de que sejam angariados R$ 6 mil com a campanha. O surfista carioca, que conquistou o Título Mundial Júnior em 2016, afirmou que passa o período de quarentena em Florianópolis.

(Foto: divulgação)(Foto: divulgação)

- Estou mantendo o isolamento social, mas tenho surfado, pois está liberado em Floripa [o estado de Santa Catarina tem permitido atividades na praia, entre elas o surfe, com algumas restrições]. Minha rotina é surfe, casa, surfe, casa, com bastante treino físico. Mas há outros lugares nos quais há restrições maiores. Meus amigos na Europa estão há vários dias só podendo sair de casa para comprar comida-, disse.

De certa forma, esta quarentena mais branda, com treinos na praia, amenizam um pouco o período de isolamento do surfista, que está em processo de recuperação de uma grave lesão. Ele fraturou a tíbia em outubro e voltou a surfar apenas no início de 2020, com muitas limitações em razão da lesão:

- Infelizmente deu uma parada no ano. Mas continuo treinando para o WQS [categoria de acesso para a categoria principal do surfe profissional] -, salientou.

Mas Lucas admite que, para atletas que vivem em locais com mais restrições sociais e que dependem de treinos em locais fechados [como estádios ou ginásios], o atual momento é muito complicado:

- Esses atletas não conseguem treinar direito, e tem que ter mais disciplina que o normal para realizar treinos sozinhos, permanecerem ativos e em movimento -,disse.

Em relação ao futuro, o jovem surfista prevê dias diferentes por causa da pandemia de coronavírus. Diferentes, mas ainda com muito esporte:

- O que conhecíamos como normal, não vai ser mais normal. Mas o esporte não vai deixar de existir. É algo muito importante para todos, que promove saúde salientou.


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