Geral, Grande Floripa, Polícia - 23 Nov 2021 20:45

Tijucas: mulher que matou grávida para roubar bebê vai a juri nesta quarta (24)

Rozalba Grimm, hoje com 29 anos, está presa desde o dia seguinte ao crime, ocorrido em agosto de 2020
Por: Direto da Redação TSF
 
Tijucas: mulher que matou grávida para roubar bebê vai a juri nesta quarta (24) Rozalba estará no banco dos réus ((Foto: divulgação)

A dona de casa Rozalba Grimm, hoje com 29 anos, estará no banco dos réus num juri popular nesta quarta-feira (24), no Plenário da Câmara de Vereadores de Tijucas. Rozalba confessou ter matado na noite de 27 de agosto de 2020 a professora Flávia Godinho Mafra, de 25 anos, para roubar o bebê que ainda estava no ventre da vítima. O crime bárbaro ganhou repercussão nacional e abalou a comunidade da cidade de Canelinha, situada na Grande Florianópolis, onde Flávia foi morta, num galpão abandonado.

O julgamento está marcado para começar às 8h, e deve reunir centenas de pessoas, entre jornalistas, juristas, estudantes de Direito e pessoas da comunidade, interessadas em acompanhar o desfecho do caso. A entrada no prédio será controlada pela Polícia Militar, com restrição ao público em atenção às normas de segurança sanitária para combate à Covid-19.

Profissionais da imprensa poderão acompanhar a movimentação inicial do júri, antes da fase de oitiva das testemunhas e do interrogatório da ré, em uma área reservada aos veículos de comunicação. Também será autorizada a cobertura de parte dos debates entre acusação e defesa e do momento de prolação da sentença. Além das pessoas envolvidas na realização do júri, apenas um pequeno grupo de familiares de Rozalba e de Flávia terá acesso ao plenário da Câmara. A página do Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC) divulgará o resultado do julgamento.

Local onde o corpo de Flávia foi encontrado  (Foto: divulgação)Local onde o corpo de Flávia foi encontrado (Foto: divulgação)

O júri será presidido pelo juiz José Adilson Bittencourt Júnior, titular da Vara Criminal de Tijucas, com a atuação dos promotores de justiça Alexandre Carrinho Muniz e Isabela Ramos Philippi, além da advogada Patricia Daniela Adriano como assistente de acusação. A defesa terá a atuação dos advogados Rodrigo Goulart e Bruna dos Anjos. Está previsto o depoimento de 16 testemunhas que foram arroladas no processo.

Presa preventivamente desde o dia seguinte ao crime, Rozalba foi denunciada pelo Ministério Público pelos crimes de feminicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de meio cruel, mediante dissimulação e para encobrir outro crime. Também pelo crime de tentativa de homicídio qualificada pela impossibilidade de defesa (em relação ao bebê). Ela responderá, ainda, pelos crimes de ocultação de cadáver, parto suposto, subtração de incapaz e fraude processual.

Flavia estava grávida de 36 semanas, quando foi atraída para uma emboscada e morta com um estilete, mesmo instrumento usado para retirar o bebê, que sobreviveu. A vítima era natural de São João Batista e residia no bairro Cobre, em Canelinha. Formada em Pedagogia pela Unifebe, de Brusque, trabalhava numa creche municipal. Conforme a Polícia, ela foi atraída por Rozalba com o pretexto de que havia um “chá de bebê” surpresa a sua espera. As duas foram de carro até as ruinas de uma empresa cerâmica abandonada, no bairro Galera, onde o corpo foi encontrado no dia seguinte ao crime.

O bebê, uma menina, sofreu arranhões por conta do procedimento feito pelos criminosos. Pela manhã, Rozalba e seu marido levaram a recém-nascida até o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, onde contaram que haviam feito um parto de emergência em casa.

As enfermeiras desconfiaram da história contada pela suposta mãe, e acionaram a Polícia. O casal foi detido e levado até a Delegacia de Tijucas, onde o crime foi investigado. Flávia foi considerada desaparecida pela família na mesma noite do crime e Rozalba chegou a publicar nas suas redes sociais o pedido de ajuda divulgado pelos amigos e familiares da vítima.

Em seu primeiro depoimento, Rozalba contou aos policiais que pretendia ficar com a criança, já que havia sofrido uma gravidez interrompida a poucos dias. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um ensaio fotográfico feito por Rozalba, supostamente grávida, e o marido. A Polícia acredita que ela tenha usado enchimentos na roupa para fazer as fotos, simulando a gravidez.

Fláiva era provessora de s´peries infantis e tinha 25 anos (Foto: divulgação)Fláiva era provessora de s´peries infantis e tinha 25 anos (Foto: divulgação)


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