Eleições Anteriores, Florianópolis, Meio Ambiente, Política - 20 Mai 2014 11:45

TRE aprova as contas da campanha de Gean Loureiro a prefeito em 2012

Tribunal aprovou com ressalvas supostas irregularidades apontadas há um ano e meio
Por: Róbinson Gambôa
 
TRE aprova as contas da campanha de Gean Loureiro a prefeito em 2012 Gean Loureiro tem contas aprovadas um ano e meio após as eleições (Foto: Jaqueline Castaldon / Divulgação)

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina aprovou por unanimidade na quarta-feira (14) em sessão realizada nesta quarta-feira (14), as contas da candidatura a prefeito e vice de Florianópolis encabeçada pelo então vereador Gean Loureiro (PMDB) e pelo professor Rodolfo Pinto da Luz (PMDB), relativas às eleições de outubro de 2012.

O Juiz da 101ª Zona Eleitoral de Florianópolis havia desaprovado a prestação de contas da campanha dos dois candidatos por ter identificado algumas irregularidades. De acordo com o parecer conclusivo publicado agora, Loureiro e Rodolfo não apresentaram, na época, a quitação completa de dívidas da campanha eleitoral. O processo também cita a falta de alguns comprovantes referentes às despesas realizadas durante a campanha e também logo após a eleição.

Os candidatos recorreram ao TRE-SC sob o argumento de que um cheque de R$ 380,00 não havia sido compensado até o encerramento da campanha por circunstâncias relacionadas a questões da fornecedora, e que alguns comprovantes não foram entregues à justiça eleitoral por terem sidos extraviados. Gean Loureiro alegou em sua defesa que não havia tido tempo suficiente para solicitar uma segunda via do documento.

Outro argumento foi que Gean Loureiro havia sofrido um acidente grave, o que teria também dificultado consideravelmente o cumprimento da entrega dos comprovantes.

Quanto às despesas que teriam sido realizadas após as eleições, os candidatos alegaram que teriam sido contraídas em momento anterior as eleições. No entanto, a nota fiscal foi emitida somente no dia 30 de outubro de 2012, após a eleição, por um equívoco da empresa fornecedora.

A defesa dos candidatos apontou ainda como insignificante o valor que diziam estar irregular, em comparação ao valor arrecadado e gasto em toda campanha. A suposta realização de despesas após a eleição totalizou R$ 4,7 mil, o que corresponde a menos de 0,2% dos valores movimentados, que somam mais de R$ 2,4 milhões.

O relator da decisão do processo no TRE-SC, Ivorí Luis da Silva Scheffer, anunciou a aprovação das contas dos candidatos com ressalvas, pois, apesar de não sanadas todas as irregularidades existentes, os valores envolvidos são inexpressivos em relação ao volume de recursos movimentados em campanha. Segundo ele, não há indícios de má-fé por parte dos candidatos.


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