Florianópolis, Geral, Polícia - 29 Jul 2020 13:58

Vítima de homofobia luta por auxílio do INSS para custear tratamento

Márcio Guarnieri foi atacado por dois bandidos no Parque da Luz, no Centro de Florianópolis
Por: Direto da Redação TSF
 
Vítima de homofobia luta por auxílio do INSS para custear tratamento (Foto: Facebook / divulgação)

Três meses após ter sido brutalmente agredido durante um assalto na região central de Florianópolis, Marcio Flavio Guarnieri, de 42 anos, segue se recuperando dos ferimentos, físicos e emocionais que sofreu. Ele passou por cirurgias, e ainda se mantém em tratamento com fisioterapia, fonoaudiólogo, e usa medicamentos.

Hoje sua luta é pelo reconhecimento do INSS, que já lhe negou o auxílio por três vezes. O dinheiro seria usado na compra de remédios, alimentos, e também para custear a fisioterapia e fonoaudiologia. Mediante recusa foi aberto um processo para que um juiz determinasse um médico perito afim de, fazer à perícia que nunca foi feita e sempre rejeitada pelo INSS.

- Sobrevivo de doações para continuar meu tratamento de fisioterapia e fonoaudiologia, comprar remédios que não são fornecidos pelo o SUS tal como; o xerelto que é utilizado no tratamento de TVP. É um anticoagulante oral inventado e fabricado pela Bayer. A rivaroxabana é bem absorvida pelo intestino e a máxima inibição do fator Xa ocorre quatro horas após uma dose. Evita AVC devido às lesões que pacientes tiveram no cérebro, e custa R$ 300,00 a caixa. Também alimentação. A maioria dos amigos me esqueceram, preciso de apoio das ONGs -, afirma a vítima.

(Foto: Facebook / divulgação)(Foto: Facebook / divulgação)


Como foi o crime

Marcio reside próximo ao Parque da Luz, nos altos da avenida Felipe Schmidt, e retornava da padaria à pé, com seu cão na coleira, às 8h da manhã de 5 de abril. Ele conta que foi xingado com termos homofóbicos, agredido, e na sequência ferido com uma facada e jogado de um barranco de oito metros.

Marcio foi socorrido por um pedestre, que acionou o Samu. Ele sofreu quatro fraturas nas costelas e uma no quadril,e permaneceu sete dias internado.

- A única coisa de que me lembro foi de ter ouvido ‘Esse viado tem iphone’, mas nem com ipone eu estava. Apenas acordei eram 22h, só me lembro disso. De mais nada -, conta Marcio.

Depois das cirurgias, Márcio recebeu alta, com ordens médicas de permanecer 30 dias de cama. Segundo seu fisioterapeuta, o quadro pode ser reversível com muitas sessões de fisioterapia.

Amigos organizaram uma Vakinha para coletar doações para auxiliar Márcio. As doações pode ser de qualquer valor, só clicar aqui.


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